A entrada mais bacana dos últimos tempos

Podem discordar de mim, mas acho a entrada do lutador na arena um dos momentos mais emocionantes de um evento. Todo evento que se preze valoriza a entrada. No UFC, particularmente, que é uma megaorganização e tem uma baita estrutura, as entradas são momentos que eu espero bastante. Pela televisão não dá muito para sentir […]

Podem discordar de mim, mas acho a entrada do lutador na arena um dos momentos mais emocionantes de um evento. Todo evento que se preze valoriza a entrada. No UFC, particularmente, que é uma megaorganização e tem uma baita estrutura, as entradas são momentos que eu espero bastante. Pela televisão não dá muito para sentir o negócio todo, mas ao vivo é bastante emocionante. E tem lutador que ganha a torcida apenas porque escolheu uma música boa. Já vi isso acontecer aqui no Brasil, no UFC 142, no Rio. A plateia só não vaiou o americano Chad Mendes muito mais porque ele entrou ao som de Paradise City e todo mundo cantou junto — ele era o adversário do campeão José Aldo.

Boas entradas não são muito comuns no UFC. Não sei por quê — e acho uma pena. Fosse eu lutando, escolheria a dedo minha música. Em eventos japoneses, como no finado Pride, as entradas eram muito mais elaboradas pelos atletas, como as de Akihiro Gono. Algumas eram verdadeiros shows. O boxe fez dessas neste fim de semana. O americano Adrien Broner, que defendeu seu título mundial de boxe na categoria dos leves da WBC, entrou com um daqueles microfones de Madonna cantando seu próprio rap.

Mas o UFC representou — também neste fim de semana. No UFC Barão x McDonald (vencido bravamente pelo potiguar Renan Barão, que manteve o título interino dos galos), o neo-zelandês James Te Huna fez uma entrada sensacional. Com seu córner todo de terno e óculos de sol, assim como ele, Te Huna fez uma coreografia ao som da trilha de Men in Black (no vídeo acima). Genial. Tomara que isso inspire outros lutadores.