As camisas mais bizarras (e feias) do futebol brasileiro

Patrocínio e design duvidosos, cor do rival... Alguns clubes brasileiros perpetuaram vexames em seus uniformes e que as torcidas gostariam de esquecer

 (Sattu/Revista VIP)

 

Uma simples camisa significa muito — mesmo — para quem torce e vive o clube. Mas e para as fornecedoras esportivas e patrocinadores? Enquanto a primeira muitas vezes provoca mudanças em prol do marketing e números de venda, o outro quer ter a sua marca o mais exposta possível (mesmo que isso signifique escolhas estéticas de gosto duvidoso).

O resultado destas quedas de braços entre quem ama o time e quem quer lucrar com ele? Esses uniformes bizarros abaixo. Na lista, ainda deixamos de fora grande parte dos bizarros uniformes número 3, que renderiam uma matéria extra.

Aproveite — e não fique triste caso seu time esteja na lista.

Show sem milhão: Vasco 2001

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De pirraça com a Globo, o di­tador vascaíno Eurico Miranda man­dou estampar o logotipo do SBT na camisa da final da Copa João Ha­velange.

Nem avisou a emissora do Silvio Santos: botou de graça, apesar de o espaço valer US$ 1 milhão. O SBT reclamou por uso indevido da marca.

Promoção Maluca: Botafogo 2015

 (Divulgação/Reprodução)

Se hoje o Botafogo é um dos times mais promissores do futebol brasileiro, há dois anos a equipe ia mal das pernas.

A ponto de a diretoria fechar um patrocínio pontual com a Casa & Vídeo para jogos exibidos em TV aberta.

A prática é comum no futebol brasileiro, não fosse a natureza do anúncio: no maior estilo panfleto, o espaço cedido para a loja de eletrodomésticos mostrava as promoções da semana, gerando uma enxurrada de críticas e um vídeo do Porta dos Fundos brincando com a situação — retirado do ar após o Botafogo acionar o canal judicialmente.

Biscoito vistoso:  Grêmio 1996

 (Sattu/Revista VIP)

Negresco não era o patrocinador, mas foi o apelido que esta camisa ganhou. Pois, para a galera do tricolor gaúcho, o pano tinha ficado igual à embalagem de biscoitos de chocolate recheados. Foi usada em poucos jogos e logo foi para o fundo do baú.

Tudo errado: Cruzeiro 1996

 (Divulgação/Reprodução)

A camisa do Cruzeiro é uma das mais simples — e bonitas — do país. Mas a Finta queria inovar e criou isso aí…

Às vezes, menos é mais.

Zica: Flamengo 1995

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A camisa em quatro partes foi a primeira do Fla. Foi aposentada por que diziam que dava azar.

Mas, em 1995, o clube a ressuscitou para escalar o “melhor ataque do mundo” (Romário, Sávio e Edmundo).

Saldo: nenhuma vitória em nove jogos. E o design zicado foi arquivado.

Filtro de Instagram: São Paulo 2013

 (Divulgação/Reprodução)

O São Paulo usou esta camisa apenas uma vez, para comemorar a instalação de cadeiras vermelhas em todo o Morumbi.

Intitulada “Vermelho, A Cor da Raça”, ela ficou parecendo que alguém jogou tinta vermelha no uniforme tradicional.

Por essas e outras que o estatuto do time não permite modificações no uniforme 1 do time (essa camiseta foi exceção por conta da comemoração).

Galo azul: Atlético-MG 1999

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Algum dirigente daltônico permitiu que o Atlético usasse o azul do eterno inimigo Cruzeiro. E em uma final!

A torcida gelou quando viu a cor proibida no logotipo “31” da empresa Telemar.

Só podia dar errado: o Galo perdeu para o América no primeiro jogo decisivo do estadual.

Camuflando o peixe: Santos 2017

 (Divulgação/Reprodução)

A Kappa é uma fornecedora da material esportivo italiana que viveu seu maiores momentos durante a década de 90 e que, após anos fora do mercado brasileiro, voltou a patrocinar o Santos.

Mas, se dependesse dos designs da marca, seria melhor que tivesse ficado pela Europa.

Chuveirinho: Corinthians 1984

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Nos primórdios do patrocínio em camisas, o Timão ostentou um exótico chuveiro cinza no peito dos jogadores.

Era propaganda das duchas Corona. Craque daquele time, Biro-Biro recorda: “A diretoria falou que a gente ia ganhar um cachê, então estava tudo bem”.

Uniforme teaser: São Paulo 1997

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O vilão Charada, inimigo do Batman, usa um ponto de interrogação na roupa.

O Tricolor extrapolou: no Brasileiro de 1997, ostentou três interrogações na enigmática mensagem “Bom… ???”.

Era para criar suspense antes da confirmação da Bombril como patrocinadora.

Muamba: Palmeiras 1986

 (Sattu/Revista VIP)

No Paulista de 1986, o Verdão estampou o nome da Galeria Pagé, prédio do centro velho paulistano, notório por ser ponto de venda de mercadorias piratas ou contrabandeadas.

Pior: o clube recebia meros US$ 5 mil por jogo para exibir essa marca de reputação suspeita.