As melhores histórias e por que assistir ao Super Bowl LII

Você não precisa entender o esporte para curtir o jogo. As histórias por trás dele emocionam até quem não sabe o que é um touchdown ou field goal

Está ficando cada vez mais corriqueiro no Brasil, no primeiro final de semana de fevereiro, várias pessoas se juntarem em bares ou restaurante e até organizarem churrascos para assistir o Super Bowl, a final da NFL (favor, NUNCA falar “a final do Super Bowl).

A National Football League é a única liga profissional de futebol americano do mundo, o que não a impede de ser a liga esportiva mais rentável do planeta (para efeito de comparação, em 2016 a NFL arrecadou U$ 13 bilhões enquanto a Premier League fechou o mesmo ano com U$ 4 bilhões), e sua final é uma dos maiores eventos esportivos do mundo.

Do jogo ao intervalo, passando pelos comerciais, tudo no evento é Super (com o perdão do trocadilho). Não veja o jogo pela partida, mas sim por tudo o que ele movimenta — a economia americana é estimulada em cerca de U$ 9 bilhões por causa do jogo.

 (giphy/Reprodução)

Mas é claro que a partida, sim, é divertida. Na final deste ano, a potência pentacampeã New England Patriots enfrenta o tradicional Philadelphia Eagles, que busca o primeiro título.

Vai ser o duelo entre um time que está toda hora disputando títulos contra aquele que se mostra como uma força em ascenção. Mas ai você me pergunta: ok, nunca vi um jogo de futebol americano na vida, como que eu vou entender o que está rolando em campo?

 (giphy/Reprodução)

Bem, explicar aqui as regras do jogo vão demandar muito tempo (se estiver curioso, recomendamos este tutorial), mas o importante mesmo são as história que irão entrar em campo e nos palcos no domingo, dia 4 — não se preocupe que a emoção do jogo fará com que você esqueça que não conheça as regras.

Sabia que os Patriots buscam repetir feito atingido há 14 anos? Ou que os torcedores dos Eagles são os “hooligans” americanos? Explicaremos tudo isto abaixo.

Em 2017 assim como em 2004

 (Brian Bahr/Getty Images)

O Patriots tem cinco títulos de Super Bowl, todos eles conquistados com o técnico Bill Belichick e o quarterback Tom Brady. Juntos, eles formam a dupla mais vitoriosa da história da liga.

Mais impressionante que isso, é que essa história começou em 2001, no primeiro título da equipe. A partir daquele ano, o time sempre esteve no topo da liga e, em quatro anos, venceram três títulos (2001, 2003 e 2004). Depois, ficaram até 2014 sem ganhar o Super Bowl (nesse meio tempo, perderam duas finais).

Após o título do ano passado (é importante frisar que na NFL ainda estamos em 2017. O 2018 da liga só começa na próxima temporada, que inicia em setembro), o time de Boston tem a chance de repetir o feito de três campeonato em quatro anos do início do milênio.

Qual foi a equipe derrotada no último título da primeira sequência, em 2004: o Philadelphia Eagles

Águias, mas podem chamar de matilha

 (Patrick Smith/Getty Images)

O mascote e símbolo da equipe de Philadelphia é uma águia, mas nesta temporada é o cachorro a personificação animal da equipe. E tudo pode ser explicado com a história de Carson Wentz, quarterback e um dos líderes da equipe.

Wentz, em seu segundo ano na liga, vinha fazendo uma temporada irrepreensível, sendo cotado para ser o melhor jogador da liga e habilitando sua equipe em primeiro lugar na conferência — feito que garantiu mando de campo para os Eagles nos playoffs, o mata-mata da NFL.

Porém, a quatro jogos do final da temporada regular, o prodígio rompeu os ligamentos do joelho, o que o tirou do restante da temporada. De favoritos, os Eagles se tornaram os Underdogs (azarões) nas casas de aposta.

Só que a equipe abraçou a nova condição, e durante as coletivas de imprensa do primeiro jogo de playoff da equipe, o jogador Chris Long encontrou os jornalistas com uma máscara de cachorro. Foi o suficiente para toda a equipe e torcida adotar o mascote, que começou a dividir espaço com a águia no estádio.

Então, se você estiver vendo o Super Bowl e se deparar com alguém com máscara de cachorro em campo ou nas arquibancadas, não se preocupe. São os underdogs querendo provar para a NFL que eles estavam errados.

Patriots no Super Bowl: emoção garantida

O Patriots é a equipe com mais aparições na história do Super Bowl. No período Brady-Belichick foram 8 (contando com este), e se você está bravo que mais uma vez eles estão lá, de uma coisa não se pode reclamar, eles são sinônimo de emoção.

Todos os 7 Super Bowls jogados pela equipe foram decididos no último quarto. De todos os outros 44 Super Bowl disputados que não envolveram a dupla vitoriosa, apenas 10 foram decididos no quarto período da partida.

Os dois primeiros Super Bowls do time foram decididos em uma campanha no último quarto com um chute para desempatar a partida com o cronometro zerado. Já o terceiro, metade dos pontos da partida foram marcados no quarto quarto.

As duas derrotas para para os Giants vieram de duas recepções milagrosas.

Já o quarto título veio após a maior jogada da história da NFL: uma intercepção na endzone, a 20 segundos do fim do jogo para selar a vitória dos Patriots.

Isso sem falar, claro, do último Super Bowl, quando Brady e cia viraram uma partida que estava 28 a 3 no terceiro quarto, com direito a uma recepção milimétrica

Hooligans americanos

 (Twitter/Reprodução)

A relação do americano com o esporte é diferente do que vemos com o futebol no resto do mundo. Diferente daquela paixão doentia, na terra do Tio Sam os torcedores veem seu time como forma de entretenimento.

Briga de torcida por lá é algo muito raro, a não ser que você vá para a Philadelphia. Os torcedores dos Eagles são conhecidos por serem os mais hostis do país, partindo muitas vezes para as vias de fato.

Se você já viu o filme “O Lado Bom da Vida”, deve ter percebido: o personagem de Bradley Cooper é de uma família de apaixonados pelo time que já se meteram em diversas brigas fora do estádio. Em certo momento do filme, é mostrada uma briga entre os próprios torcedores do time, aquele caso da arte imitar a vida.

Se na hora do jogo os torcedores dos Eagles são hostis, para comemorar a vitória eles perdem o controle.

Tanto que antes da final de conferência (equivalente a semifinal), a polícia de Philadelphia espalhou margarina nos postes de luz da cidade para evitar que os torcedores escalassem em caso de vitória. Desnecessário dizer que a medida não funcionou…

 (Twitter/Reprodução)

Agora, a polícia aposta em óleo de motor para evitar escaladores bêbados.

Show polêmico

 (Reprodução/Getty Images)

Sem entrar no mérito de qualidade, Justin Timberlake subirá no palco do show do intervalo com um peso nas costas: o cantor já se apresentou no Super Bowl em 2004, dividindo a apresentação com Janet Jackson.

Porém, a apresentação acabou se tornando uma gafe: em dado momento, Justin deveria fazer um movimento de dança com Janet, que acabou não dando certo e resultou com o cantor tirando parte da roupa dela – deixando um dos seios para fora.

A reação foi instantânea, e acarretou no ostracismo da cantora.

No próximo domingo, Justin tem a chance de se redimir, mas só descobriremos isso no intervalo do jogo, que começa as 21:30 hr.

Não é ano novo, mas a camiseta branca dá sorte

 (Twitter/Reprodução)

Todo ano o mando de campo do Super Bowl varia entre as duas conferências. Neste ano, os mandantes são os Patriots, que podiam escolher a cor do uniforme do grande jogo. Ao invés do tradicional azul marinho dos jogos, foram com o branco dos jogos como visitantes.

A medida vem como uma superstição: nos últimos 12 anos, 11 dos campeões do Super Bowl jogaram de branco. As únicas duas derrotas dos Patriots na final vieram com o uniforme azul.

Apesar de ser o time mais dominantes dos últimos 20 anos, o New England não dispensa as mandingas na hora de disputar um título.

Vira casaca

LeGarrette Blount comemorando o título do Super Bowl XLIV

LeGarrette Blount comemorando o título do Super Bowl XLIV (Tom Pennington/Getty Images)

No elenco dos Eagles, dois jogadores podem se tornar bi-campeões consecutivos do Super Bowl: LeGarrette Blount e Chris Long.

Os dois eram do elencos dos Patriots, campeões do ano passado, e agora reencontram seu ex-time no maior jogo do ano.

Caso vençam o título, entrarão em uma lista seleta de atualmente quatro jogadores que venceram títulos consecutivos por times diferentes.