[Ideias VIP] Qual é o maior clássico do mundo? A resposta é trivial

Grêmio x Inter, Palmeiras x Corinthians, Cruzeiro x Atlético? Nada disso! Estamos falando de um jogo que acontece desde tempos imemoriais

Futebol pelada

 (Futbolitto/Pinterest/Reprodução)

Corinthians x Palmeiras, Vasco x Botafogo, Cruzeiro x Atlético… Como de praxe, vários clássicos decidiram os Estaduais país afora.

E lá fomos nós na ESPN, onde trabalho, tentar responder à pergunta sobre qual a maior rivalidade no futebol brasileiro. Grêmio e Inter, pela polarização que há no Rio Grande do Sul, foi a mais citada.

Eu não arrisquei. Argumentei ser impossível responder a essa pergunta de maneira correta. Se você usar critérios objetivos, como público presente nos confrontos, quantidade de vezes que fizeram finais, títulos conquistados e outros números, pode até chegar a uma hierarquia.

Porém, nada mais simplista. Rivalidade se define também pela intensidade da oposição.

Pontepretanos e bugrinos são inimigos de morte, assim como torcedores de Remo e Paysandu. O mesmo vale para Fortaleza x Ceará e Goiás x Vila Nova. Como medir tanta paixão e ódio?

Eis que vou correr no sábado de manhã no parque perto da minha casa. Há por lá um campo muito bem tratado, grama em condições excepcionais para o futebol de várzea.

Futebol pelada

 (Futbolitto/Pinterest/Reprodução)

Se você quiser jogar ali, tem que entrar numa fila em que a próxima vaga só se consegue em fevereiro do ano que vem. O jogo comia solto e eu parei para ver.

Não consegui deixar de pensar naquela pergunta sobre a maior rivalidade. A resposta estava ali na minha frente.

Era um clássico que acontece desde tempos imemoriais, em que cada partida é uma Copa do Mundo em si.

Um clássico temperado pelo permanente vira-casaca de seus personagens, no qual é possível (e eu já vi isso!) até mesmo assistir aos jogadores trocando de time durante a própria partida.

Estava ali, na minha frente, a mais longeva rivalidade do planeta bola: Com Camisa x Sem Camisa.

Esse clássico é tão popular que pode ser disputado ao mesmo tempo em vários lugares do planeta.

Um ponta de barriga peluda encosta no alambrado e me pergunta: “Quer jogar no meu lugar? Estou morto”.

Eu entro imediatamente, louco para acabar com a raça daqueles encamisados.


Maurício Barros é jornalista, mestre em ciência política, blogueiro, comentarista dos canais ESPN e foi diretor de redação da PLACAR. Siga-o: @mauriciobarros

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