Luta contra Weidman foi decisiva para a carreira de Demian Maia

O brasileiro Demian Maia e o americano Jake Shields são as atrações principais do primeiro UFC disputado em uma cidade da Grande São Paulo, o UFC Barueri, que acontece em 9 de outubro (uma quarta-feira). Demian, que sofreu algumas derrotas no peso médio e se reinventou ao baixar de categoria, já é hoje o quarto […]

Demian Maia e Jake Shields: os dois fazem a luta principal do UFC Barueri (foto: Wander  Roberto)

Demian Maia e Jake Shields: os dois fazem a luta principal do UFC Barueri (foto: Wander Roberto)

O brasileiro Demian Maia e o americano Jake Shields são as atrações principais do primeiro UFC disputado em uma cidade da Grande São Paulo, o UFC Barueri, que acontece em 9 de outubro (uma quarta-feira). Demian, que sofreu algumas derrotas no peso médio e se reinventou ao baixar de categoria, já é hoje o quarto no ranking dos meio-médios. E, embora não tenha ouvido nenhuma promessa dos dirigentes do UFC, acredita que a vitória o levará a um title shot. “Quero, lógico, a disputa do cinturão. Quero essa pressão mesmo”, disse ele hoje pela manhã, em entrevista para anunciar oficialmente o evento de Barueri (leia mais sobre ele aqui).

Demian disse que quase não sofria para bater o peso na antiga categoria, e que agora o processo é mais doloroso. Mas contou também que a luta contra o algoz de Anderson Silva, o americano Chris Weidman, também foi decisiva para sua carreira. Demian perdeu para Weidman por decisão unânime em janeiro do ano passado. “Depois daquela luta, quebrei a mão, minha mulher perdeu o filho que estávamos esperando e fomos assaltados por cinco caras armados”, contou. “Foi a única vez na vida em que pensei em parar de lutar. Mas também pensei: ‘Pô, agora é hora de chegar coisa boa, porque se tinha algum carmma para pagar, já paguei’.”

Ao repensar sua vida, Demian resolveu baixar de categoria e focar apenas na luta. Deixou o resto de sua vida profissional (contratos publicitários, contratos de luta, eventos etc.) na mão do empresário e braço direito Eduardo Alonso. A estratégia mostrou-se acertada. Hoje, um dos top five da categoria, Demian promete. “Acho Georges St-Pierre o campeão mais dominante da história do UFC depois de Anderson Silva. E agora, se continuar vencendo, pode até superar Anderson. Mas eu estou no caminho dele.”