Na volta da NFL, tudo o que queremos nesta temporada (e algumas coisas que não aguentamos mais)

Imagine uma temporada sem Tom Brady no playoffs e Jaguars no Super Bowl: esta temporada promete. Trazemos dicas para ficar ainda melhor

Se você gosta de NFL, sabe o quão difícil foram esses últimos seis meses. Após a vitória do Denver Broncos contra o Carolina Panthers, tivemos que nos contentar com draft, negociações de contrato e vexames de jogadores na intertemporada. Mas todos sabemos que isso foi apenas aperitivo. Mas como todo ano, setembro chegou trazendo a temporada regular e até o dia 5 de fevereiro de 2017 todos os domingos serão cheio de partidas (#fumbleévida). Já na abertura da temporada, um encontro especial: Broncos e Panthers, a reedição do último Super Bowl. Desta vez, os campeões não irão contar com Peyton Manning, enquanto os Panthers chegam sem Josh Norman e com o fardo de terem perdido apenas um jogo na última temporada regular. Para comemorar o retorno na maior liga de futebol americano do mundo, listamos algumas coisas que esperamos ver para deixar a NFL ainda mais incrível. E outras que preferimos passar bem longe….

Coisas que queremos ver nessa temporada

Um caso de Leicester

É inegável, quando não estamos assistindo nosso time jogar, acabamos sempre torcendo para o mais fraco. Não vai ser diferente na NFL, onde não aguentamos mais ver Green Bay Packers, New England Patriots e Seattle Seahawks vencendo tudo. Queremos novidades, e para isso apostamos nossas fichas em dois times: no Jacksonville Jaguars, com um time jovem e promissor, e no Philadelphia Eagles, time de nosso querido editor e sofredor, que já está mais do que na hora de sair da fila de títulos.

Crédito: Reprodução

O estádio de Miami lotado

Miami, bela cidade, com praias, muita vida noturna, clima sempre agradável. Talvez esses sejam os motivos do Sun Life Stadium nunca estar com suas arquibancadas cheias. Ou talvez pelo fato do time dos Dolphins ser horrível.
O fato é que estádio vazio é um saco. Ver aquele monte de assentos sem torcedores é também perceber que a atmosfera do lugar não condiz com a NFL, que preza sempre pela experiência no estádio. Além disto, também rola um pouco de vergonha alheia perceber que torcedores de outros times fazem mais barulho que os do Dolphins em sua própria casa. Pô Miami, melhorem…

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Um jogador de defesa ganhando o prêmio de MVP

Todo ano é a mesma coisa. Chegada a metade da temporada, iniciam-se as conversas sobre o possível MVP da temporada, e é sempre assim: Aaron Rodgers, algum running back que carregou seu time nas costas até aquele ponto da temporada, mais dois outros quarterbacks e então… Algum jogador de defesa.

Venho aqui advogar em defesa dos que defendem. Na história da NFL, apenas dois defensores ganharam o prêmio de MVP e o último foi em 1986. Seria como a vitória de melhor do mundo pelo zagueiro italiano Fabio Cannavaro em 2006. Em um primeiro momento, a escolha não fez sentido e parece estranha, mas depois de uma análise fria, a escolha foi a mais justa, afinal, não só de ataque vivem os futebóis. Para ilustrar este ponto, um vídeo dos melhores momentos de J.J. Watt em 2014, quando anotou 20 sacks e ainda recebeu para três touchdowns.

Cairo Santos acertando (mais um) field goal da vitória

Cairo Santos já se tornou o jogador mais carismático da liga. Pelo menos aqui no Brasil. Com seus 1,73m – o mais baixo da liga – o kicker brasileiro se estabeleceu no Kansas City Chiefs muito por conta do chute da vitória contra o San Diego Chargers na semana 7 de 2015. Ele ainda continuou a ótima temporada com dois jogos impecáveis nos playoffs. Para está temporada nós só esperamos que Cairo continue o grande ritmo e claro, que tenha mais oportunidades de chutar field goals da vitória.

Um calouro não draftado aparecendo e causando estrago na Liga

Dos mesmo criadores de “torcer para o mais fraco” está o torcer pelo calouro não draftado. Em uma liga tão competitiva como a NFL, o processo para ingressar nela é árduo, acompanhado de um planejamento de vida inteira, onde o jogador se destaca logo no ensino médio para então chegar a uma faculdade de primeira divisão. Lá, ele precisa ter a sorte de se destacar em um elenco com quase 100 jogadores para talvez ser escolhido por algum time da Liga. Mas o legal mesmo é ver aquele Zé Ninguém, aparecer e tirar a vaga do jogador que chegou com toda pompa do mundo e perdeu a cabeça ao ganhar o primeiro milhão da NFL. Mais legal ainda será quando o calouro não draftado entra na última jogada do Super Bowl e define o título para seu time. Coisa de cinema! 

Coisas que não queremos ver nesta temporada

Tom Brady vencendo a AFC East novamente 

A gente sabe que isto não acontecer é quase impossível, mas não custa sonhar. Desde que se tornou quarterback titular da NFL em 2001, o New England Patriots perdeu a divisão apenas duas vezes – sendo uma delas porque Brady ficou fora de uma temporada inteira. Justo dizer que já deu.

Na mesma divisão temos times carismáticos e com história que merecem chegar a pós-temporada (Jets, vocês ficam para a próxima). O Buffalo Bills está há 16 anos anos sem ir aos playoffs. Some isto ao fato de que, na melhor fase da história da franquia, eles perderam quatro Super Bowls seguidos. Desnecessário dizer para qual time Brady deveria ceder sua vaga aos playoffs neste ano.

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Aquele calouro promissor estragar a carreira em sua segunda temporada

Imagine só a situação: você se torna uma dos melhores jogadores universitários do país, leva sua tradicional faculdade a uma série de ótimos resultados, tudo isto em seu segundo ano. Como resultado disto, vence o prêmio de melhor jogador universitário do ano e recebe uma série de propostas da NFL para sair da faculdade e ir para o profissional. Você vai e percebe que ter dinheiro é uma coisa muito legal, só que mais legal ainda é gastá-lo e é ai que a coisa desanda e você usa um bigode falso para uma escapada em Las Vegas no meio da temporada. Sim, estamos falando de Johnny Manziel, mas com algumas mudanças, este é o roteiro de muitos jogadores universitários. O chamado Sophomore Slump (queda de segundo-anista) é um dos fenômemos mais curiosos que acontecem na NFL e é fácil ver jogadores que tiveram ótimas temporadas de calouros caírem de produção na segunda temporada. O problema maior acontece quando após o declínio de rendimento, o jogador desiste da liga. Exemplo? Robert Griffin III, que ganhou o prêmio de calouro do ano e depois disto só conquistou lesões e uma ida aos Browns.

Griffin achava que estava na pior, mal sabia que iria para os Browns (Crédito: Reprodução)

Looks ridículos de Von Miller

Não se sabe o momento exato em que o túnel de entrada dos jogadores no estádio se tornou o foco de fotógrafos. O problema é que isso acarretou em jogadores preocupados em transformar a simples entrada em uma passarela. O que nos leva a Von Miller, jogador genial em campo, mas péssimo quando o assunto é vestuário. Sapatos com espinhos e até um chapéu de cowboy com uma área de três metros quadrados. O jogador poderia aproveitar seu novo contrato milionário para contratar um conselheiro de moda, não é mesmo?

Show de Super Bowl com mais de um artista

Já foi o tempo que o show de intervalo do Super Bowl era a consagração máxima de um artista. Nos últimos anos, ele acabou se tornando um cabide de nomes da moda. Ano passado Coldplay, Beyoncé, Bruno Mars e Mark Ronson disputaram os 30 minutos de show do Super Bowl 50. Em 2012 foi pior ainda, com Madonna, LMFAO, Cirque du Soleil, Nicki Minaj e Cee Lo Green dividindo as atenções do espectador, que não sabia para onde olhar. Por um show de um único artista no próximo Super Bowl, VOTAMOS SIM!