Nova promessa brasileira luta no UFC sábado

Thomas Almeida tem apenas 23 anos. E um cartel no MMA profissional impressionante para alguém tão jovem: está invicto com 18 vitórias, 14 delas no primeiro round e 13 por nocaute. Para efeito de comparação, outro atleta precoce, Vitor Belfort, tinha 10 lutas profissionais com 23 anos. “Iniciei minha carreira muito jovem e dediquei todo […]

Thomas Almeida tem apenas 23 anos. E um cartel no MMA profissional impressionante para alguém tão jovem: está invicto com 18 vitórias, 14 delas no primeiro round e 13 por nocaute. Para efeito de comparação, outro atleta precoce, Vitor Belfort, tinha 10 lutas profissionais com 23 anos. “Iniciei minha carreira muito jovem e dediquei todo meu tempo a isso”, ele explica. “Além das 18 lutas de MMA, tenho 30 lutas no muay thai (27 vitórias). Com 16 anos, fiz minha primeira luta e não parei mais. Procuro sempre estar lutando e me mantendo ativo, a não ser que alguma lesão me atrapalhe. Isso me deixa confiante.” Não à toa, o peso-galo Thominhas, como é conhecido, é apontado como a nova promessa brasileira no UFC.

E ele sobe no octógono neste sábado, no UFC 186, em Montreal, Canadá, contra o experiente haitiano Yves Jabouin, 35 anos. É sua segunda luta pelo UFC, mas ele já foi alçado ao card principal. Grande parte da responsabilidade por isso vem de sua estreia na franquia, no UFC Uberlândia, em novembro do ano passado. Na ocasião, ele venceu Tim Gorman por decisão dos juízes e ainda levou o bônus por melhor luta da noite (e embolsou 50 mil dólares). “Foi um grande show e uma oportunidade única. Fiz a estreia contra um americano duro, que aguentou muita pressão e valorizou muito nossa luta. Pude mostrar que estou preparado para estar no UFC e que vou em busca da trocação o tempo todo. Acredito que é isso que o público gosta de ver”, conta ele. “Não enrolo luta, gosto de jogar sempre pra frente, buscando o nocaute.”

Thominhas estudou bem o adversário deste sábado. “Ele é bem experiente no UFC. Tem um jogo em pé afiado e um jogo no chão bem agressivo. É um cara com muita bagagem e tenho certeza de que vai estar preparado para qualquer área, tanto no chão quanto as quedas e a luta em pé.” E garante que está pronto. “Minha preparação está sendo a melhor possível, sempre com a mesma equipe, os mesmos profissionais em quem confio. Estou cada vez mais maduro e experiente, treinando mais focado e mais determinado para alcançar meu objetivo e passar por essa grande pedreira. Treino de 3 a 4 vezes ao dia, 6 vezes por semana”, diz o atleta.

O paulista Thominhas começou a lutar ainda criança — e teve que enfrentar certa resistência em casa. “Isso foi há 10 anos. Quando iniciei havia muito preconceito com lutas, era aquela época de pitboys e minha mãe não gostou nada quando me matriculei na academia perto de casa. Era briga sempre. Qualquer problema que eu tivesse, era culpa da luta”, relembra. “Com o tempo, ela foi vendo que aquela imagem não era verdade, e que a luta me regrou e me centrou muito. Além disso, viu como eu gosto de lutar e viver disso. O mais legal foi mostrar pra meus pais e muitas outras pessoas que o MMA é um esporte profissional como todos os outros e quebrar esse pré-conceito criado.” Hoje, a mãe do atleta admira e acompanha o esporte. “Ela já foi em 2 eventos ao vivo me assistir, e viu as demais lutas pela TV. Eu particularmente prefiro que assista pela TV em casa mesmo, ao vivo é muito nervosismo para uma mãe.”

E o fato de estar sendo considerado uma promessa é, de alguma forma, um peso para Thominhas? “Não, pelo contrário”, diz o confiante atleta. “Isso se torna um motivo de dedicação, de trabalhar duro para que eu consiga passar de ‘promessa’ para realidade. E conquistar o meu objetivo, que é ser campeão do UFC.”