Quem é Ricardo Villar, o ex-jogador que criou a Florida Cup

O torneio de pré-temporada tem atraído grandes times e transformou a cidade de Orlando na meca do futebol

Ricardo Villar Florida Cup

 (Telemundo Deportes/Reprodução)

Há três ou quatro anos, talvez a Florida Cup despertasse desconfiança entre fãs de futebol.

Afinal, por que times brasileiros se deslocariam até Orlando para disputar um torneio contra alemães?

Mas, quando oito equipes de cinco países derem início à quarta edição do evento em 10 de janeiro, não será exagero afirmar que a disputa está consagrada na pré-temporada.

A Florida Cup virou global. Os clubes ganham viagem, estadia, cerca de 1 milhão de reais para participar e, especialmente, exposição, já que ela é transmitida para mais de 140 países.

Florida Cup

 (Rob Foldy/Stringer/Getty Images)

No Brasil, é vista por 47 milhões de pessoas, segundo o Ibope Repucom. O instituto mediu também o retorno de exposição de mídia para os patrocinadores em 2017: 830 milhões de reais, um crescimento de 207% em relação a 2016.

A Florida Cup foi idealizada pelo ex-jogador Ricardo Villar. Após duas temporadas na base do São Paulo, jogando futsal, foi para os Estados Unidos a convite de um técnico de futebol universitário.

“Fui para a Penn State University em 1997. Me formei engenheiro enquanto jogava pela universidade, coisa que não dá para fazer no Brasil”, lembra.

Ele participou da NCAA, a liga universitária, e foi para o FC Dallas, da profissional MLS. Depois, circulou por Áustria, Coreia do Sul, Alemanha e Grécia, até retornar ao Dallas e parar. Ali, idealizou a Florida Cup.

“A pré-temporada na Europa era na montanha. Com o Dallas, era em Orlando. Tinha concentração e também uma parte comercial, de marketing. O Brasil abriu sua pré-temporada e a Bundesliga buscava internacionalização. Fiz a conexão dessas pontas e trouxe Corinthians e Fluminense para um torneio com Köln e Bayer Leverkusen”, diz Ricardo.

Ricardo Villar Florida Cup Marcos Barros (esquerda), diretor sênior de marketing e vendas da Universal Orlando para a América Latina e Ricardo Villar (direita), CEO da Florida Cup.

Marcos Barros (esquerda), diretor sênior de marketing e vendas da Universal Orlando para a América Latina e Ricardo Villar (direita), CEO da Florida Cup. (Divulgação/Reprodução)

Além dos valores em dinheiro, os clubes expõem suas marcas, o que ajuda a vender jogadores e acertar patrocínios – ali o Flu começou o namoro com a Universal Studios.

Em 2018, a Florida Cup terá times do Brasil (Corinthians, Atlético Mineiro e Fluminense), Holanda (PSV), Escócia (Rangers), Polônia (Legia Warsaw), Colômbia (Atlético Nacional) e Equador (Barcelona).

Cada um jogará contra apenas outros dois e o campeão será o time com mais pontos – mesmo sem enfrentar outros cinco. Villar explica: “É preciso analisar as datas em que cada equipe terá de retornar ao seu país e montar combinações, dentro da logística dos clubes. Neste ano, não teremos uma final. Será por pontos corridos”.