Time romeno prega a maior pegadinha da história em mosaico rival

Um grupo de torcedores do Dínamo Bucareste se infiltrou na diretoria do Steaua Bucareste para criar um mosaico do rival em plena casa do adversário

Imagine você, torcedor, no estádio esperando um dos jogos mais importantes da história recente de seu clube do coração.

A atmosfera é elétrica e a torcida prepara uma grande recepção para o time com um mosaico que vai cobrir todo um setor do estádio.

Então a festa começa e o silêncio acomete a arena. Você não entende nada até olhar o mosaico montado pela sua torcida, que trazia o nome do principal rival, uma trollada de proporções épicas.

Esse foi o choque da torcida do Steaua Bucareste durante partida contra o Manchester City, válido pelos playoffs da Liga dos Campeões, em 16 de agosto de 2016.

Os responsáveis pela pegadinha foram torcedores do arquirrival Dínamo Bucareste, que conseguiram enganar até o presidente do Steaua para armar o polêmico mosaico.

Se passando por profissionais do assunto, um grupo de torcedores do Dínamo ofereceram seus serviços à diretoria do Steua, que aceitou a proposta sem pesquisar os antecedentes dos contratados.

O objetivo era criar um mosaico homenageando os 30 anos da única Champions League da equipe.

Porém o resultado foi um mosaico que dizia “Doar Dinamo Bucuresti”, ou “Apenas Dínamo Bucareste”. Para piorar, o Steaua perdeu a partida contra o Manchester City por 5 a 0 e praticamente deu adeus a Liga dos Campeões.

Na onda da trollagem balcânica, relembramos outras quatro vezes que a rivalidade se transformou em humilhação bem humorada (para quem não foi a vítima, claro):

El fantasma de la B

Existem algumas rixas entre torcedores que são eternas.

Para os torcedores do Boca Juniors, o rebaixamento do River Plate será para sempre motivo de gozação entre Xeneizes e Millonarios, e eles fazem sempre questão de lembrar disso durante os clássicos trazendo os famosos “fantasma de la B”.

A primeira vez que o icônico “personagem” entrou em cena foi durante o duelo dos rivais nas oitavas de final da Libertadores de 2015.

No jogo, os torcedores do Boca atacaram jogares do River com gás de pimenta e quem acabou rindo por último foi o River após o Boca ter sido eliminado da competição pelo ocorrido.

Nacionalismo albanês

Desde o sorteio dos grupos das eliminatórias da Euro 2016, todos sabiam que o confronto entre Sérvia e Albânia seria complicado.

O que não podiam prever era que o jogo se tornaria uma batalha campal disputada no Partizan Stadium, em Belgrado.

Albânia e Sérvia, apesar de nunca terem entrado em confronto bélico direto, enfrentam desavenças diplomáticas em relação ao território de Kosovo.

A questão entrou no estádio de futebol, fazendo com que a torcida sérvia iniciasse o jogo com grito de “Ubij, ubij, Šiptara” (“morte aos albaneses”).

O jogo descarrilhou mesmo quando um drone apareceu no estádio trazendo uma bandeira da Grande Albânia, um conceito nacionalista que defende a unificação de uma série de territórios do leste europeu com maioria albanesa, incluindo Kosovo.

A presença do símbolo no estádio inflamou os ânimos dos sérvios que começaram a lançar sinalizadores no gramados e, depois, invadiram o campo de jogo, forçando o juiz da partida Martin Atkinson a cancelar a partida.

Trollada universitária

Não é só de futebol que vivem as rivalidades esportivas. Nos Estados Unidos os esportes universitários causam tanto frisson quanto as peladas brazucas.

Talvez o maior exemplo disso seja a rivalidade entre as universidades de Duke e North Carolina no basquete.

Os dois times são os mais vitoriosos do basquete universitário americano, cada um contando com grandes ídolos: Duke com o técnico Mike Krzyzewski, técnico mais vitorioso da história do basquete e bicampeão olímpico com a seleção americana, e North Carolina com Michael Jordan, ex-aluno da faculdade e maior jogador de basquete de todos os tempos.

Já virou tradição na rivalidade a semana do confronto entre os times virar período de provocações. Porém, em fevereiro de 1998, alguns estudantes de Duke elevaram o nível das brincadeiras.

Em um caso até hoje não resolvido pela polícia, três estudantes invadiram o ginásio de North Carolina e roubaram a camisa aposentada de Michael Jordan, pendurada no teto do Dean Dome.

Duas semanas depois, o uniforme voltou ao ginásio modificado.

Ao invés do número 23 com o nome “Jordan”, o uniforme agora contava com o número 33 de Grant Hill, ídolo de Duke, duas vezes campeão universitário pela universidade.

Em 2015, a ESPN fez um curta-documentário que conseguiu entrevistar, sem divulgar as identidades, os responsáveis pela trollagem, que explicaram com detalhes a operação de guerra que armaram para roubar o uniforme de 6 x 2 metros.

Harvard vs Yale: muito além do ensino

Se você pensa que Harvard e Yale são feitas apenas de ótimos e alunos e de excelência no ensino, está enganado.

As duas universidades protagonizam todo ano uma das mais velhas rivalidades no futebol americano, iniciada em 1897.

Em 2004, 24 alunos de Yale criaram um falso grupo de torcedores de Harvard para organizar um mosaico de “apoio” ao time durante o jogo contra seus arquirrivais.

O que se viu nas arquibancadas foram os torcedores de Harvard criando um mosaico que dizia “We Suck” (“Nós somos uma droga”).