Não vire garoto propaganda

Cuidado para não usar muito roupas de uma determinada grife ou que lembrem outros produtos

não vire garoto propaganda

Quem não gosta de ostentar uma boa roupa de marca de vez em quando? Ir a uma peça de teatro, ao shopping ou a alguma reunião com os amigos com aquele jacarezinho, cavalinho ou aquela bandeirinha no peito da camisa. Pois é. É legal, mas nem tanto.

O século 20 viu explodir o número de marcas conhecidas pelo emblema bordado nas roupas. Depois da década de 50, então, escolher uma delas já significava um estilo de vida. Não interessava se eram brasões, escudos, animais ou bandeiras, todos queriam exibir algum daqueles símbolos nas vestes. A idolatria pelas grifes invadiu clubes, bares, casas noturnas e até os ambientes de trabalho.

Não que usar essas peças valiosas seja errado, mas é preciso moderação. Os consultores de moda são unanimes em dizer que não se deve virar garoto propaganda de uma marca. Ou seja, usar sempre camisas de uma determinada loja pega bastante mal. A pessoas é vista como sem estilo e facilmente manipulável pela imposição do mercado. Ou pior: sem qualquer criatividade para se vestir e metida.

Usar uma roupa dessas para trabalhar é um erro gigante. As peças para ambientes profissionais devem ser discretas e, de preferencia, lisas. Os colegas de trabalho reparam quando algo não está de acordo com o ambiente.

A melhor saída, com certeza, é variar roupas sem qualquer emblema com peças de grifes diferentes. Por isso, não é bom comprar sempre no mesmo lugar. Para variar o figurino, antes de tudo, é preciso paciência para andar pelos centros comerciais e pesquisar bem. A boa roupa é definida pelo modelo, e não pelo logotipo que a estampa.

Já entre o final da década de 1990 e o começo dos anos 2000, outro fenômeno apareceu: roupas com estampas de produtos alheios ao vestuário. São camisetas lembrando carros, uísques e diversas outras coisas. Existe uma justificativa para se usar algo assim? Vale a reflexão.