[Ensaio VIP] Ana Beatriz Barros, um anjo na terra

Linda e requisitada mundo afora, a ex-Angel da Victoria's Secret mostra que não, não se machucou quando caiu do céu

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)

Não me inveje tanto. Para minha tristeza, não tive o prazer de fazer esta entrevista pessoalmente com uma das tops mais desejadas do mundo.

Depois de posar para nós, Ana Beatriz Barros embarcou para o México, onde fez uma campanha publicitária. De lá, seguiu para Nova York e, finalmente, para a Grécia.

Em um dos poucos momentos de descanso e lazer que Ana Beatriz encontrou na sua agenda lotada de compromissos internacionais, ela atendeu meu telefonema para uma conversa bem descontraída.

No dia da entrevista, Ana estava numa das casas do seu namorado, na grega Mykonos. Foi impossível não imaginar quase que instantaneamente ela de biquíni, tomando sol naquele paraíso.

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)

Ninguém diz que essa mineira de Itabira, de 1,80 m e olhos verdes, tem 31 anos de idade e 18 de profissão.

E, apesar de tanto tempo no mercado, sua carreira nunca esteve em baixa. Pelo contrário.

Passa ano, entra ano, e uma hora na agenda dela é cada vez mais disputada que um dia inteiro de muitas outras modelos internacionais. Aqui você consegue entender a razão.

Você está sempre na lista das 100+ da VIP, cuja eleição começa este mês. O que você espera para este ano?

É um prazer enorme estar na lista! Me sinto honrada de estar entre as 100+ do mundo.

Qualquer mulher se sentiria feliz. A única coisa que espero é continuar na lista. Não espero ganhar. Na verdade, nunca espero ganhar nada.

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)

Como foi fotografar pela primeira vez para a VIP?

Foi incrível. Achei elegante, chique, sensual. Amei mesmo as fotos. E espero que os leitores gostem também.

Antes de você, sua irmã, Patrícia Barros, foi nossa capa em abril de 2012. O que você achou do ensaio?

Achei maravilhoso também. Tão bonito quanto o meu. Minha irmã estava linda, superclássica e sensual.

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)


Você fez este ensaio para nós e logo depois voou para três países diferentes. Tudo isso em menos de um mês. Como é ser uma das tops brasileiras mais requisitadas do mundo?

Olha, vou te falar, é muito complicado. Muitas vezes, eu nem durmo direito, porque tenho que terminar algum trabalho e correr para o aeroporto ir para o outro lado do mundo e, de lá, voar até Londres ou Dubai ou qualquer outro canto.

Não estou reclamando de estar com a agenda lotada de trabalho, pelo contrário: ainda bem que estou [risos]. Mas às vezes fico sem tempo.

Então você já conhece muitos lugares…

Nossa, não sei nem quantos. Quantos países tem no mundo? Uns 200? Se for isso, devo conhecer uns 110. 115, vai… [risos]

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)

E a agenda cheia atrapalha seu namoro?

Até que não, acredita? O Karim [El Chiati, empresário egípcio] também tem uma agenda cheia.

Mas ele sempre me acompanha em viagens e trabalhos.

Nós dois temos que abrir mão de muitas coisas para fazer o namoro dar certo.

Hoje eu posso me dar ao luxo de escolher minha agenda de trabalho.

Já lutei bastante para chegar nesse nível. Às vezes, eu não aceito alguns trabalhos para poder encontra-lo em Londres, onde ele mora.

Outras vezes é ele quem cancela algum compromisso para me acompanhar nas minhas viagens.

Como anda o português do Karim?

Já conseguiu ensiná-lo alguma coisa? Claro! Ele já fala muita coisa em português.

Até conversamos em português às vezes. Ele consegue aprender rápido. Fala quatro línguas, então você pode imaginar.

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)

Já estão planejando morar juntos?

Ah, não. Por enquanto não. Estamos juntos há um ano e meio e estamos cheios de compromissos profissionais pelos próximos anos.

Eu acabei de fechar um contrato de três anos com uma linha de perfumes e achamos que, por enquanto, casar não é a melhor opção.

Mas um dia sim, quero casar, ter minha própria família, filhos… E ele também.

E onde iriam morar?

No Brasil, na Inglaterra, no Egito? Em Londres. Eu amo meu país. Sou louca e muito apaixonada pelo Brasil.

Mas mais cedo ou mais tarde eu precisarei me mudar para Londres, porque ele tem trabalhos pela Europa e eu também tenho. Então, seria o lugar ideal para nós dois.

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)


Mudou algum costume por causa dele?

Nada. Ele é muçulmano, mas é daqueles modernos, sabe? A família dele é bem moderna, na verdade.

O pai é muçulmano e a mãe, católica. Se não fossem modernos, os pais dele nunca teriam se casado, porque um muçulmano não pode casar com uma mulher que não é muçulmana.

Eles até aceitam biquínis, acredita? Eles têm a cara do Brasil.

Ano que vem, irei leva-los para curtir o Carnaval do Rio e de São Paulo.

Os gringos são melhores que os brasileiros?

Acho que isso não existe de os gringos serem melhores que os brasileiros ou de brasileiros serem melhores.

Tem a ver com química, com paixão, amor. Só acho que os gringos são mais machistas, mas isso é relativo, depende da criação que cada um teve.

Os homens brasileiros também são. Por outro lado, os brasileiros se preocupam mais com a aparência, com o físico.

Você começou muito novinha a modelar…

Sim. Comecei com 13 anos de idade. Hoje tenho 31. Então já tenho um bom tempo de carreira.

Por isso eu disse antes que agora eu posso me dar ao luxo de escolher minha agenda.

Como foi no início?

Muito difícil. Eu não sabia nada sobre o mundo da moda. Não conhecia ninguém, nem os maiores nomes.

Meu primeiro trabalho foi com o Mario Testino e a Kate Moss, e eu não fazia ideia de quem eles eram [risos].

Então comecei a estudar e aprender. Outra coisa que me deixava mal no início era a rejeição das empresas.

Mas com o tempo eu fui entendendo que não era pessoal, que era só business.

Fui entendendo que o problema não estava em eu ser muito alta ou muito magra, mas de que meu perfil não se encaixava naquele trabalho especificamente. Graças a Deus, minha mãe sempre esteve ao meu lado.

Ela me acompanhava em todos os trabalhos que eu fazia, dos 13 aos 17 anos. Isso me ajudou a vencer.

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)


O que acha das meninas que começam muito novas?

Hoje em dia, as meninas começam com 12 anos. Como elas irão ser sexy num ensaio fotográfico se elas nem sabem o que é ser sexy?

Elas não têm o emocional preparado ainda. Muito menos o corpo totalmente desenvolvido.

Ninguém sabe como o próprio corpo vai se desenvolver. Aos 12 ela pode ser magra, pode continuar aos 15, mas e aos 18? Aos 20? Acho que não precisa ter pressa.

Se eu tivesse uma filha e ela quisesse seguir minha carreira, eu iria apoiar, claro. Mas só depois dos 17, 18 anos. Porque antes disso você não sabe o que vai ser da sua vida. É incerto. O corpo muda.

Da passarela e dos estúdios de fotografia, você foi para a pista de dança em junho. Como foi a experiência na Dança dos Famosos, quadro do Domingão do Faustão?

Foi incrível! Confesso que foi o maior desafio da minha vida. Nunca tinha dançado antes.

Nunca tinha saído da minha zona de conforto.

Dava um nervosismo em pensar que milhões de pessoas estavam me vendo dançar.

Mas valeu a pena. Minha mãe e meu namorado assistiram e adoraram. Minha mãe disse que eu estava linda. Mas mãe é mãe, né? [Risos.]

Os fãs também me apoiaram bastante pelas redes sociais.

E na balada? Vai até o chão?

[Risos.] Ah, na balada eu danço, mas é aquela coisa, balanço o corpo.

Algum ritmo em especial?

Salsa. Eu queria muito saber dançar salsa. Acho lindo quem sabe.

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)


Você chama muita atenção por onde passa. Os caras dão muito em cima de você?

Eles me respeitam. O segredo é não dar abertura. Se vêm dar em cima de mim, eu não dou abertura e eles entendem o recado e não insistem.

Pensa em parar de modelar algum dia?

Ainda não pensei sobre isso. Eu gosto muito do que faço até hoje, mesmo já tendo se passado mais de 18 anos.

Foi através da minha carreira de modelo que eu consegui tudo o que tenho e tudo o que sou. Fiz um nome.

Quando parar, o que você quer fazer?

Olha, quando eu deixar a vida de modelo, eu quero fazer tanta coisa que ainda não tive tempo para me empenhar…

Quero abrir uma clínica de estética e fazer faculdade de moda, para, quem sabe, ter a minha própria marca. Fora isso, acho que eu me daria bem como apresentadora de TV.

 (Fabio Bartelt (S.D Mgmt)/Revista VIP)


Você é uma mulher bonita, alta, rica… Existe alguma coisa que você ainda não conquistou e não vê a hora de ter?

Uma família. Acho que é a única coisa que falta eu conquistar. Casar, ter filhos… Mas sem pressa, não é?

Vamos com calma [risos]. Tudo tem sua hora.

E qual foi sua conquista mais recente?

Parar de fumar. Estou há três meses sem fumar. Pus na minha cabeça que não queria mais, que estava na hora de parar.

E estou conseguindo, felizmente. No começo, foi complicado, eu me sentia mal, não conseguia dormir direito.

Mas meu organismo já está se acostumando.

E homem que fuma? O que acha?

Acho muito brega. Ninguém deveria fumar. O cheiro é ruim, fica na roupa, no cabelo, na barba.


Estilo Juliano Pessoa e Zuel Ferreira

*Ensaio originalmente publicado na edição 340 da revista VIP.