[Ensaio VIP] Rhaisa Batista, doce e perfeita

A equipe que acompanhou as fotos de Rhaisa Batista não conseguia acreditar que alguém podia ser tão bonita. E ela é assim mesmo: inacreditável

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

Nascida em Recife e criada no interior do estado, em Lagoa de Itaenga, a atriz Rhaisa Batista era daquelas meninas que nunca sonharam mudar drasticamente de vida — pelo contrário: gostava de viver a sua tranquilinha numa cidade pequena.

Até que um dia, aos 15 anos, Rhaisa foi descoberta por uma agente que disse: “Você será uma ótima modelo”.

Daí para frente, foi tudo muito rápido: cinco meses em São Paulo, quatro anos em Nova York, viagens a Paris, Milão, Japão…

E a carreira de Rhaisa não para de crescer.

Agora, aos 22, ela está trocando os desfiles pela atuação. Participou da série Louco por Elas, da Globo, e hoje atua em sua primeira novela: Lado a Lado.

E já estava na hora de ser capa da VIP, né?

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

Você saiu do interior de Pernambuco para morar em Nova York, como modelo, e hoje está no Rio, como atriz da Globo. Quanta mudança, hein?

Foi uma mudança radical e eu nem me preparei para ela.

Nunca sonhei em ser modelo. Tive todo o apoio dos meus pais, eles me deixaram enfrentar o mundo. E eu era muito na minha, não sabia de nada da vida quando a Marcela Bergamo [agente de Rhaisa] me descobriu e eu comecei a ser modelo.

Trabalhar com moda me ajudou bastante e exigiu muito de mim.

Foi nessa época que comecei a me apaixonar pela arte e a pensar em ser atriz, mas eu não tinha planejado nada quando surgiu a oportunidade de trabalhar na televisão, eu nem tinha estudado, as coisas foram simplesmente acontecendo.

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

Como foi se tornar modelo?

Depois que a Marcela me descobriu, ela me levou para São Paulo e comecei a desfilar.

Desfilei na São Paulo Fashion Week em junho, e em outubro estava indo para Nova York, então foi tudo muito rápido. E eu ia para Milão, Paris, Japão…

Nessa época a vida era dentro de uma mala. Eu aprendi inglês na marra e cresci muito.

A Marcela foi como uma segunda mãe dos 15 aos 20 anos, e ela sempre confiou muito em mim, o que foi essencial para que eu conseguisse trabalhar.

 

Foi boa a experiência de morar em NY? Você morava sozinha?

Foi incrível. Eu saí de Pernambuco e de repente estava morando em Nova York. A primeira vez que eu fui para Times Square, que saí do metrô e vi todas aquelas luzes, meus olhos ficaram marejados.

Tudo aquilo era completamente diferente da minha vida. Mas ainda assim eu me senti em casa lá.

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

E como foi voltar para o Brasil?

Eu voltei para gravar Louco por Elas, em 2011. A Marcela conheceu o João Falcão, autor da série, e me chamaram para um teste.

E, como não foi um texto decorado, eu improvisei e deu certo.

Em janeiro do ano passado fiz o teste para Lado a Lado e decidi que ia ficar no Brasil para começar a estudar e me envolver com a novela.

 

Aos 15 anos, quando começou, você sofreu como a maioria das modelos diz que sofre para ser magra e estar sempre bonita?

Olha, até virar modelo, eu não comia verdura e legumes e comecei a comer porque precisava.

É claro que na época de desfile esperam que você seja um cabide, não te veem como uma pessoa.

O que interessa a eles é você ter o corpo-padrão, que é muito mais magro do que qualquer mulher magra.

Eu, sendo uma adolescente, com uma personalidade ainda sendo formada, podia ser muito fácil criar alguma paranoia em relação ao peso, mas sempre tive um bom amparo.

Porém, com certeza é muito difícil, o mundo da moda tem muita pressão e tem esse lado cruel, sim.

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

Em Louco por Elas, você vivia a ninfeta Sofia. Agora você está interpretando a Esther, uma menina rica e mau-caráter. Você tem algo delas?

Acho que eu tenho um pouco das duas.

A Sofia é mais próxima da minha realidade, ela encantava, mas não era de propósito, não era algo premeditado.

E eu sou muito assim, digo o que penso. Sem contar que a Sofia também tem uma inocência que eu acho que eu também tenho.

A Esther é espertinha, mau-caráter, mas ao mesmo tempo é rápida para falar as coisas, e eu sou assim também.

 

O que você espera para a Esther?

Quero muito que ela seja mais má. Seria um desafio ainda maior para mim, eu ia adorar.

Queria muito que ela se aliasse à Constância [personagem de Patrícia Pillar].

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

E como está sendo trabalhar com a Patrícia Pillar?

Minha primeira cena foi com ela, acredita?

E ela me deixou bem calma, foi ótimo. Ela é um amor, não só ela como o elenco todo.

Fui muito bem recebida por todos e isso faz com que eu me sinta mais à vontade e segura.

 

O ritmo de gravação é pesado?

Como eu estou fazendo o que gosto, fica mais fácil.

Sendo modelo, você precisa trocar de roupa várias vezes e desfilar.

Sendo atriz, é mais puxado porque tem o jogo de câmera, o cenário, as cenas. Mas eu estou amando, então não vejo problema nenhum em ter um ritmo de trabalho pesado.

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

Então você prefere atuar a desfilar?

Atuar, sem dúvida. Eu estou apaixonada pelo meu trabalho. E ainda assim eu trabalho como modelo de vez em quando.

Mas estou muito focada em ser atriz, aprendo coisas novas todos os dias e o tempo que isso me toma é prazeroso.

 

Hoje, qual personagem seria o seu sonho de consumo?

Quero muito fazer uma supervilã, que tem mais visibilidade e é bem mais difícil de interpretar.

Para ser uma vilã como a Carminha de Avenida Brasil, você tem que ser alguém que foge da sua personalidade. Então seria um presentaço.

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

Como é a sua personalidade?

Sou muito emotiva, sensível, mas também sou prática, objetiva no que eu quero.

Sou rápida para falar, mas atenciosa. Sou daquelas que gostam mais de dar um presente do que de receber. Não deixo para depois o que eu posso resolver agora. Adoro rir de bobagens e de mim mesma.

Acho que a vida precisa de humor sempre, ela é muito curta para a gente sofrer.

 

Você se acha sensual?

Ai, que difícil. Acho que ser sensual é algo natural. Se eu sou, não forço isso, não procuro usar o menor biquíni ou uma saia mais curta.

No Brasil, ser sensual é estar de biquíni fazendo caras e bocas, mas, para mim, sensualidade vai além disso, é personalidade.

 

Como você se sentiu ao receber o convite para posar para a VIP? A

ntes de mim, teve a Mariana Rios e a Juliana Paes, que são dois mulherões. Então vai caindo a ficha de que a adolescência acabou, porque na revista só sai mulherão.

Percebi que a menina cresceu.

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

E ela cresceu mesmo?

Está crescendo. Acho que é um processo. Ainda sou muito moleca, mas quando pergunto para o meu pai alguma opinião e ele fala “você quem sabe, já é adulta para decidir”, percebo que tenho essa maturidade.

 

Você está solteira? Dá para namorar nessa correria?

Estou solteiríssima no Rio de Janeiro. Mas dá para namorar, sim, claro. Acho que, quando você quer, sempre dá um jeito.

Mas no momento estou focada na novela. Nada aconteceu, mas, quem sabe, se acontecer, de repente…

 

O que você preza num físico masculino?

Um sorriso cativante.

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

O que um homem precisa fazer para conquistar você?

Precisa do charme, de um bom papo, de poder rir junto. Acho que isso é muito mais importante que o físico.

Se um cara é sarado, mas é chato, bobo, sem humor, o relacionamento não vai para frente.

 

Uma pesquisa de moda exclusiva publicada nesta edição mostra como as mulheres querem que os homens se vistam. Como você quer?

Para mim tem que ter personalidade. Não adianta nada um cara usar algo só porque está na moda e não ter nada a ver com ele, porque ele vai ficar fantasiado.

Eu gosto de um estilo despojado, que no Rio seria um cara de óculos de sol, bermuda, camisa e sandália.

rhaisa batista

 (Rogerio Cavalcanti/Revista VIP)

A pesquisa mostrou que calça jeans e camiseta branca são as roupas que as mulheres acham mais sexy em um homem. Você concorda?

Eu adoro jeans e adoro branco, mas prefiro uma camiseta preta. Acho que homem de preto é algo absurdo de bom.

 

As mulheres também disseram como elas preferem que um homem durma. Como você acha que é?

De cueca. Acertei?

Acho que cueca é o necessário, não precisa nada além disso para dormir, né?

rhaisa batista

Beleza: Krisna Carvalho
Estilo: Juliano Pessoa e Zuel Ferreira
Fotos: Rogerio Cavalcanti
Texto: Camila Ciarallo

*Ensaio originalmente publicado na edição 334 da revista VIP.

Newsletter Conteúdo exclusivo para você