Miley Cyrus: a mulher que mais causou em 2013

Apresentamos uma retrospectiva da cantora que destruiu a imagem fofa da Disney e fez o que quis o ano inteiro

Ela estourou na mídia como a menina Disney, usando uma peruca loira com a imagem inofensiva da personagem Hannah Montana. Conquistou uma legião de fãs composta por crianças e adolescentes, vendeu discos e realizou turnês grandiosas. Tudo isso sob a supervisão rigorosa do canal que a lançou ao estrelato e do pai, um cantor de country music que atende pelo nome de Billy Ray Cyrus.

No entanto, é certo que ninguém gosta de ter sua imagem eternamente vinculada à “pureza” dos padrões Disney – Britney Spears, Justin Timberlake e Christina Aguilera sabiam bem disso. Dessa vez foi ela, Miley Cyrus, quem começou um lento processo de mudanças no decorrer dos últimos anos: disse adeus à personagem que a deixou famosa, criou autonomia pra escrever suas próprias músicas, ficou noiva e estrelou filmes. Foi a partir de 2012 que ela conseguiu engrenar no processo para livrá-la da imagem de “garotinha”, chocando o mundo com uma mudança drástica no visual, marcado por cabelos platinados, curtíssimos, além de muitas tatuagens.

Em 2013, julgada pela rebeldia que escancarava a cada aparição pública, a imagem de Miley enfim se consolidou. Entre muitas polêmicas, cercada por declarações bombásticas e apresentações de deixar até o mais liberal dos artistas constrangido, Miley Cyrus conseguiu o que nenhum outro artista saído da Disney conseguiu: acender debates sobre a autonomia que cada indivíduo tem em relação ao próprio corpo. E é por essas e outras que ela foi eleita a artista do ano pela MTV norte-americana, que a classificou como a “nova rainha do pop”. A personalidade autêntica lhe custou muitas críticas e até o noivado com o ator Liam Hemsworth, mas a afastou do falso moralismo e lhe deu autonomia. O mundo agradece, Miley.

Aliás, vocês viram o ensaio que ela fez para Terry Richardson? Pra quem perdeu, é só clicar aqui.