Carnaval VIP – Em um feriadão tão especial, dicas para mandar bem na paquera e no sexo

A camisinha ideal, os melhores (e piores) lugares para ~sensualizar~ e tudo que você precisa saber na hora de marcar um golaço nos dias mais brasileiros do ano

Seja aproveitando na praia, na rua ou no quarto com a gata, o Carnaval deve ser curtido ao máximo. Por isso, entrevistamos especialistas no assunto, que revelaram diversas formas de evitar qualquer tipo de perigo, contando especialmente como escapar das principais DSTs. Melhor: com direito a algumas recomendações de preservativos para esfriar – ou esquentar mais ainda – o relacionamento com a sua musa neste verão.

Portanto, confira nosso especial e curta essa época com 100% de consciência e 0% de receio.

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Esquentou? Aproveite o verão para transar – a ciência está do seu lado!

  Crédito: Feco Hamburger

Crédito: Feco Hamburger (/)

Ainda bem que o Carnaval cai na estação mais quente do ano!

O Carnaval chegou, a temperatura está alta e quem ganha com isso é sua vida sexual. “As pessoas ficam mais expostas, e isso estimula a sedução. Elas se preparam para a ocasião: fazem regime, querem pegar uma cor e se sentem mais confiantes. Alguns estudos mostram que, nesses casos, exalamos mais feromônios, que potencializam a atração”, explica a sexóloga Carla Cercarello, presidente da Associação Brasileira de Sexualidade.

É difícil comprovar cientificamente que as pessoas fazem mais sexo durante o verão. Mas algumas pesquisas, como as que selecionamos aqui, mostram que as altas temperaturas afetam o desejo. Além disso, as férias e a descontração que a estação proporciona contribuem. Ou seja, rola aproveitar a deixa.

Um estudo austríaco, publicado na revista científica Clinical Endocrinology, avaliou 2 299 homens e concluiu que banhos de sol podem aumentar a libido masculina. Isso ocorre porque a luz solar é determinante para a produção de vitamina D, que eleva a concentração de testosterona no sangue.

  Crédito: Nik Neves

Crédito: Nik Neves (/)

Segundo uma pesquisa do site de encontros Match.com, 73% dos inscritos afirmaram achar o sexo oposto mais sensual no verão. O motivo? A maioria, 72%, acha que, durante a estação, as pessoas parecem mais felizes; 50% acreditam que demonstram ser mais saudáveis; 37% acham que aparentam mais confiança e 21% confessaram que é porque as pessoas estavam com menos roupa. E a maior parte dos que participaram também afirmaram se sentirem mais atraentes no calor.

A marca de preservativos Durex avaliou o efeito do verão na vida sexual das pessoas. Dentre os participantes, 29% disseram estar mais predispostos a realizar aventuras neste período do ano. A Universidade de Michigan (EUA) chegou a uma conclusão parecida. Após 30 minutos expostos a um calor agradável, as pessoas se disseram mais receptivas a novas situações.

Um estudo da Universidade de Ohio (EUA) com 56 pessoas concluiu que muitas delas relacionam o conceito de quente à ideia de intimidade. Isso, claro, acaba impactando positivamente na vida sexual.

Dê boas-vindas ao feriadão sem chabus

  Crédito: Getty Images

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O tempo esquentou. Mas não são apenas os dias que ficam ardentes. Como falamos no texto anterior, o calor também faz seus hormônios entrarem em ebulição. Resultado: você pode perder um pouco a noção dos riscos que corre se decidir ter uma transa vapt-vupt na areia da praia, por exemplo. Para não entrar numa roubada, a gente lista sete situações que merecem atenção redobrada quando os trópicos estão com ares bem tropicais.  E pode dar boas-vindas numa boa ao feriado mais caliente do ano!

  • Transar no mar, nessa época do ano, pode ser perigoso 

Algumas praias tendem a receber visitantes bem indesejados nesta época do ano. As águas-vivas acabam migrando para a costa para encontrar mais calor. Nessa busca para se aquecer, ela pode dar de cara com você – ou com regiões bem sensíveis do seu corpo. Só no início deste ano, foram mais de vinte mil casos na região sul do país (o que não significa que você esteja seguro em outras partes).

  • A areia da praia também pode dar o maior PROBLEMA para sua pele 

Nunca se sabe quando animais de rua fizeram as necessidades bem ali no meio da praia. Resultado: larvas do bicho-geográfico podem penetrar em sua pele e desenhar um mapa nela. Isso sem contar a baita coceira que dá.

  • A piscina externa do hotel está muito frequentada

Com o aumento de hóspedes à procura de refresco, a quantidade de cloro no tratamento da água sobe na mesma proporção. Mergulhar ali vai deixar sua pele bem seca e repuxada e os olhos ardendo.

  • A brisa gelada engana o calor e a força dos raios solares

Não subestime o astro-rei. Dar uns amassos a céu aberto pode fritar sua pele sem que você perceba – mesmo usando protetor solar. A não ser que durma submerso em uma banheira, deitar sobre um lençol vai deixar sua pele hipersensível. No mau sentido.

  • Aliás, embaixo do colchão da pousada pode ter um escorpião escondido

Ele tem hábitos noturnos e procura locais quentes, úmidos e escuros para se esconder durante o dia – a cama da pousada, portanto, é um local perfeito, especialmente se você estiver numa dessas hospedagens no meio do mato. Toda a atenção antes de deitar é pouca. Vasculhe os lençóis para não tomar um susto – ou, pior, uma picada.

  • E por falar em insetos… 

Vai levar a gata para namorar no parque? Cuidado para vocês não virarem o banquete. As formigas são atraídas pela comida e podem se sentir ameaçadas pelos seus movimentos. Lembre-se de manter a área limpa e de levar uma toalha para deitarem no gramado.

  • No bloco de rua, preste atenção na quantidade de birita que você bebe 

Você sabe que o limite entre ficar simpático e ficar bêbado pode ser bem tênue. Por isso, não exagere. Uma ou duas doses de bebida pode ser ótimo para você se soltar e ter coragem de convidar aquela gata para dar uma esticada em outra festinha. Mas mais do que isso pode arruinar seus planos.

Camisinha: use sem moderação

O Carnaval está aí para ser curtido, certo? Mas não 
bobeie com a saúde, porque a folia pode custar caro.

Nós, brasileiros, sabemos como ninguém que a união de verão + Carnaval só pode resultar em uma coisa: festa, meu rapá, muita festa. No meio da alegria e da folia, os súditos de Momo transformam a bebida, a azaração e muito sexo em protagonistas. E é justamente nesse momento que podemos perder a cabeça – e esquecer de nos proteger.

Segundo dados disponibilizados pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, no Brasil as estimativas da Organização Mundial da Saúde de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa, a cada ano, são bastante altas: quase 1 milhão de pessoas são contaminadas com sífilis, 1,5 milhão com gonorreia, quase 2 milhões com clamídia e 685 mil com HPV. Isso sem falar na transmissão de HIV. Apenas em 2015, o país registrou em torno de 40 mil novos casos de Aids.

Conversamos com Sylvio Quadros, coordenador do Departamento de DST da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), e com médicos do programa municipal para sabermos quais são as doenças sexualmente transmissíveis que mais aumentam de incidência nesta época do ano – e, claro, como nos proteger. Quadros, no entanto, alerta: “Dificilmente iremos encontrar doenças cuja transmissão não se dê após o contato entre as mucosas”. Na verdade, sabemos que o único método de prevenção 100% seguro é a abstenção de sexo. Mas, como não temos vocação para a vida celibatária, o jeito é colocar a camisinha. Divertir-se é muito importante. Mas ter cuidado é essencial.


Herpes

Uma das DSTs campeãs de contágio no Carnaval, o herpes é causado por um vírus que provoca feridas que surgem no pênis, na vulva ou no ânus, geralmente com ardência. São elas o principal agente de transmissão. Existe também o herpes labial, que aparece nos lábios como bolhas pequenas e doloridas.

Contágio: O herpes labial pode ser transmitido pelo beijo. Já o genital é passado por via sexual.

Tratamento: É feito por meio de medicamentos. O herpes, tanto o genital quanto o labial, não tem cura. Há apenas cuidados a serem tomados para evitar a recorrência. A baixa imunidade da pessoa e seu nível de estresse, por exemplo, estão relacionados à manifestação do vírus. E as crises de herpes labial costumam aumentar com a exposição solar.


Mononucleose

Conhecida como “doença do beijo”, a mononucleose infecciosa é causada por um vírus transmissível por meio da saliva. É a que mais se prolifera no Carnaval, principalmente nas micaretas, em que todo mundo beija todo mundo. Os sintomas são febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos – pequenos órgãos que ficam 
nas axilas, virilha e pescoço.

Contágio: O vírus é transmitido pelo contato com a saliva de alguém contaminado.

Tratamento: Não há medicamentos. Recomenda-se beber muito líquido – e não estamos falando de álcool 
– e repousar. Quem tem essa doença uma vez não corre o risco de contraí-la de novo, pois desenvolve anticorpos.


HPV

O papilomavírus humano, 
mais conhecido como HPV, é um grupo de mais de uma centena de vírus diferentes que pode causar a formação de verrugas nas regiões oral (boca, lábio e cordas vocais), anal, genital e da uretra, mas sua infecção pode ser assintomática. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos – especialmente do câncer de pênis.

Contágio: O vírus é transmitido por sexo oral, vaginal e anal. A doença nem sempre tem cura, porque o vírus pode não ser eliminado do organismo.

Tratamento: Às vezes o vírus desaparece mesmo sem tratamento. Mas, geralmente, com medicamentos como pomadas. O importante é ir logo ao médico caso desconfie de alguma verruga na região genital, porque se o caso virar câncer o tratamento é apenas cirúrgico.


Uretrite

Como o próprio nome sugere, 
as uretrites são inflamações 
na uretra. Quando contaminado, o sujeito urina mais vezes ao dia – e costuma ficar com a sensação de que a bexiga continua cheia. Ele também sente ardência ao urinar e, dependendo do caso, elimina uma secreção com pus pela própria uretra, sobretudo 
pela manhã.

Contágio: Muitas das uretrites são transmitidas por germes por via sexual – elas aparecem em decorrência de alguma DST, como a gonorreia e a clamídia.

Tratamento: Normalmente 
é feito com medicamento.

Escolha o preservativo ideal

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Dizer que usar camisinha é como chupar bala com papel é coisa do passado – ou pelo menos deveria. Uma pesquisa realizada, em 2014, pelo Ministério da Saúde mostrou que 94% da população sexualmente ativa reconhece a eficiência da camisinha como prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a Aids. Na teoria, perfeito. Na prática, no entanto, 45% admitem que não recorreram ao método nos 12 meses anteriores ao levantamento do estudo. Agora você não tem mais desculpa para dispensar a proteção. Desconforto, falta de sensibilidade, ejaculação precoce… Esses e outros perrengues podem ser resolvidos se você usar o modelo de preservativo correto. Vale testar vários até encontrar o seu. Já dizia o provérbio popular: cada cabeça uma sentença. Aqui, opções para todas elas – com direito a recomendações com o selo de qualidade VIP:


Para fazer sexo anal

O importante aqui é garantir boa lubrificação, já que a região é diferente da vagina. Aposte em preservativos com lubrificação dupla, assim o pênis desliza melhor. “Evite os que têm sabor ou ‘efeitos especiais´, principalmente aqueles que esquentam, pois a mucosa do ânus é muito sensível, pode arder e doer”, explica Carlos Eduardo Carrion, psiquiatra do Rio Grande do Sul.


Para transar na água

“Prefira preservativos com neon e também os chamados ‘sensitive’, que dão a impressão de que você está sem nada”, diz Carla Cecarello, psicóloga e sexóloga, em São Paulo. Mais: como a água pode ressecar a pele, aposte em lubrificantes. “A mulher deve colocar e ser penetrada em seguida, porque esses lubrificantes são hidrossolúveis.


Para o período fértil dela

Convém usar camisinhas que já vêm com espermicida. “Mesmo que um espermatozoide escape, encontrará um ambiente hostil. Além disso, é bom evitar os preservativos mais finos ou de tamanho inadequado ao seu pênis”, afirma Carrion.


Para dar a impressão de ser maior

Preservativos com textura são ideais. Ondulações, relevos e bolinhas prometem dar um up nas sensações. “Eles causam maior atrito na hora H”, diz Carla. Há mulheres que dizem que camisinhas texturizadas dão a impressão de aumento tanto no tamanho quanto no diâmetro.


Para os bem-dotados 

Algumas marcas já fabricam camisinhas nos tamanhos G e GG. Evite preservativos que tenham qualquer incremento. “Algumas mulheres se queixam de dor com as texturizadas, por exemplo, e isso pode dificultar ainda mais a penetração”, explica Carla.


Para evitar ejaculação precoce

Existem preservativos que retardam a ejaculação. O efeito vem da ação anestésica. “Mas só funcionam nas primeiras vezes. Além disso, podem diminuir muito a sensação de prazer, inclusive da parceria, caso tenha anestésico do lado de fora”, explica Carrion. Usar camisinha mais espessa também não dá grandes resultados. “Talvez a solução esteja em procurar um terapeuta sexual ou urologista, que podem dar uma solução mais efetiva e mais rápida”, diz o psiquiatra.


Questão de química

Camisinhas garantem proteção contra gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e HIV. Como a maioria é feita de látex, você deve usar lubrificantes à base de água – os feitos à base de petróleo podem reagir com a borracha. Essa combinação pode enfraquecer e deixar o preservativo mais propenso a rupturas. Em vez de ficar escorregadio, ficará vulnerável.


Para receber sexo oral

Aqui, a criatividade pode ser garantia de prazer. Confira se ela curte camisinhas com sabores – tem para todos os gostos! Além disso, as com neon são boas opções. “São divertidas, agregam descontração. Isso é válido principalmente quando a parceira não aprecia muito o sexo oral”, explica Carla. Há também os preservativos de língua, porém eles só protegem essa região.


Agilidade, meu caro

De acordo com o psiquiatra Carlos Carrion, uma dica para não quebrar o clima na hora de usar o preservativo é o sujeito treinar muito sozinho para colocar rápido e sem erro. Na hora H, vale deixar o pacotinho aberto. “Um bom momento para colocá-lo é enquanto você faz sexo oral nela. Talvez ela nem perceba”, diz.


Para quem acha que perde sensibilidade

Muitos homens reclamam que a camisinha diminui a sensibilidade na região. Por isso é que muitas marcas apostam em preservativos mais finos, os ”sensitive”. De acordo com a sexóloga Carla, eles são capazes de resolver o problema e passam quase completamente a impressão de pele com pele.


Para masturbá-la

Já ouviu falar em “kit dedeira”? Sim, são camisinhas para o dedo. A ideia é encapar e usar a criatividade para brincar com a parceira. Tem modelo texturizado, que promete virar os olhos dela.


Para apimentar as coisas

Caso procure algo totalmente diferente do que foi citado acima, tente um preservativo um pouco mais estimulante – como uma camisinha que esquenta e esfria -, resultando no máximo de prazer a ambos.


Autores:

Esquentou? Aproveite o verão para transar – a ciência está do seu lado! -> Por Otávio Nadaleto
Dê boas-vindas ao feriadão sem chabus -> Por Marjorie Zoppei
Camisinha: use sem moderação -> Por Paulo Henrique Lira
Escolha o preservativo ideal -> Por Gabi Comis