Creu

A MELANCIA ENCOLHEU!
Dançar o créu em ritmo de metralhadora diminuiu em 2 centímetros a bunda da Mulher Melancia – ou melhor, Garota Melancia, como ela exige ser chamada na exuberância de seus 19 aninhos POR KARLA MONTEIRO

Tudo aconteceu muito rápido para Andressa Soares, a nova dançarina-sensação do Brasil. Em meros quatro meses, saiu do anonimato para estourar, graças à internet, ao sacudir seus enormes atributos em cinco velocidades na Dança do Créu, o funk “cantado” pelo carioca MC Créu.

Agora deixa de ser figurante e parte para a carreira individual em plena forma: seu rebolado épico fez com que sua região glútea caísse de 121 para 119 centímetros.

De onde vem?
O termo “Créu”, que levou a Melancia à fama, não é uma gíria nova. Foi incluída no vocabulário carioca há quase 40 anos por obra dos humoristas e intelectuais do antigo

jornal O Pasquim, entre eles Jaguar, Millôr Fernandes, Ziraldo e Sérgio Cabral (pai do atual governador do Rio).

Rebolar tanto não é prejudicial para a sua coluna?
Já teve algum problema físico?Não, não sinto nada. Às vezes, sinto o joelho. Mas nunca tive nada nas costas.

Você não perdeu uns quilinhos com tanto esforço físico?
Perdi, sim. Emagreci 6 quilos. E perdi 2 centímetros de quadril. Eu tinha 121 centímetros.

Como você virou a Mulher Melancia?
Nunca fui a Mulher Melancia. Meu apelido sempre foi Garota Melancia. Quem começou a me chamar assim foi o Tino Junior, da rádio FM O Dia. Ele tem o Programa na Madruga e eu faço uma participação especial. Sou meio a musa do programa.

Você não gosta de Mulher Melancia? Não. Sou Garota Melancia. E como você virou uma das dançarinas do MC Créu? Um amigo dele me conhecia e me indicou para fazer o DVD. Ele estava procurando uma garota grande, gostosona. Foi assim. Depois que gravamos o DVD, ele decidiu incluir a minha participação nos shows por causa do sucesso que foi a história. Como eu não queria dançar sozinha, chamei a Daiane para dançar comigo. Somos amigas de infância.

Você saiu mesmo do grupo?
Não é mais dançarina do Créu? Saí, sim. O Créu passou a tomar todo o meu tempo. Quero dar continuidade às outras coisas que faço, como shows em São Paulo e o Programa na Madruga. Estava ficando sem tempo para nada. Valeu pela fama. Fiquei famosa.

Quantos shows você estava fazendo com o MC Créu?
Uma média de 80 shows por mês. Como você começou a dançar? Comecei a dançar com 5 anos, bem pequena. Meus pais eram professores de dança de salão. Meu pai tem até hoje uma academia em Ipanema, a Agytu´s. Adoro todos os estilos, principalmente tango

E como você migrou do tango para o funk?
Com 12 anos, comecei a dançar axé, na verdade. Era aquela época do boom do axé. Dancei com várias bandas do Rio. Nenhuma famosa, que as pessoas conheçam, mas cheguei a ir para o México com uma banda chamada Suingue Brasil. Do axé para o funk foi um pulo… É. Com 16 anos, comecei a fazer shows em São Paulo. Meu empresário conseguiu trabalhos para mim nas boates de lá. Eu interpretava a Solteira do Funk.

Como era isso? Eu usava uma roupinha de Exército, camuflada, de shortinho e boné. Cantava e dançava. Faço isso até hoje. Nunca parei com esses shows em São Paulo.

Você chegou a fazer algumas aulas de axé ou funk? Ou aprendeu no instinto? Ninguém precisa estudar para dançar funk. Tem só que ter jeito para dança.

Quais são os seus planos para o futuro?
Acabei de assinar contrato com uma gravadora. Vamos lançar um grupo. Ainda não está decidido, mas acho que seremos eu cantando e dois homens dançando.

Você tem algum problema em ter se tornando uma melancia célebre?
Não. Nenhum. Pelo contrário. Fico até feliz. Tá valendo.

OS REBOLADOS QUE TIRARAM O BRASIL DE RUMO


CHACRETES

Quadris agitados chegaram às massas nos anos 70 por meio das Chacretes, as dançarinas dos programas de TV do Chacrinha.

Os closes das bundas de Rita Cadillac, Fernanda Terremoto, Leda Zeppelin e muitas outras eram motivo de briga nos lares do Brasil.

GRETCHEN
Em 1979, seu chacoalhar e as músicas como Freak Le Boom Boom e Conga Conga Conga abriram o caminho para as cantoras eróticas
CALCINHA! EXOCET!
O horrendo Fausto Fawcett detonou com esse refrão em 1991 porque botava ao seu lado no palco duas loiras ligadas em 220 volts. Uma era Regininha Poltergeist, a mulher mais desejada da época.

SEGURA O TCHAN!

O hino do axé que fez o É o Tchan bombar em 1995. Depois vieram outros sucessos que deixaram a nação babando por Carla Perez e, depois, Scheila Carvalho e Sheila Mello. E ainda havia a concorrência da Companhia do Pagode com Na Boquinha da Garrafa.

FEITICEIRA E TIAZINHA

Elas dominaram o Brasil na virada do milênio, mexendo as cadeiras no programa H, que o Luciano Huck fazia na Bandeirantes.


CACHORRAS, POPOZUDAS, VITAMINADAS…

O funk carioca estourou em 2000 e não sumiu mais. Nem é tão importante quem canta os versos sobre cachorras, popozudas, atoladinhas e tchutchucas. O que importa é que o batidão bota mulheres de todas as classes e todos os tipos de calça para agitar os popôs.