Descubra de onde veio o chapéu de cozinheiro, de piloto de avião e a cartola de mágico

Eles habitam o imaginário coletivo. Quando se fala em qualquer uma das três profissões, raramente a imagem que surge vem desacompanhada do acessório. Mas você conhece a história por trás de cada um dos chapéus?

Segura a charada: qual a semelhança entre um cozinheiro, um mágico e um piloto de avião? Eles têm pelo menos uma coisa na cabeça: o chapéu.

sjvjO~BADUM TSSSS~

Se pedirem para você desenhar uma dessas três figuras você certamente, em algum momento do rabisco, vai colocar uma chapeleta na cabeça das personagens pensando – com alguma razão – que esta seria a melhor forma de caracterizá-las. Mas, do que se alimentam, onde vivem de onde vieram, como surgiram esses chapéus? Eles são realmente utilizados?

Vai vendo.

>>> O CHAPÉU DO COZINHEIRO
O chapéu de cozinheiro surgiu na França, durante a Idade Média, num período em que ser cozinheiro era considerado algo ainda mais importante que do que é nos dias de hoje. Os cozinheiros recebendo os títulos mais importantes da época.

Dentro da cozinha, era necessário estabelecer uma hierarquia visual (até porque algumas cozinhas eram muito grandes) e essa diferenciação era feita justamente pela altura dos chapéus. Ou seja, o comprimento do chapéu em uma cozinha nesta época determinava o quão importante era aquele cozinheiro dentro da hierarquia da cozinha. O chef usava sempre o chapéu mais alto, enquanto os auxiliares mais simples vestiam apenas um singelo boné.

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Quer fazer uma graça na hora de ir pra cozinha? Se liga no passo a passo de como fazer um chapéu de mestre cuca em casa:

>>> O CHAPÉU DO MÁGICO
A cartola era popular na aristocracia do século XIX, mas só foi associada à figura do mágico quando um sujeito de nome Alexander — que curtia fazer uns truques e pertencia à alta sociedade — eternizou este estilo que conhecemos até hoje do mágico de fraque, cartola e cavanhaque. Até então os mágicos vinham daquela cultura do artista circense de fazer números nas ruas, feiras e praças, mas Alexander valeu-se desta vestimenta para ficar mais elegante, para se adequar ao meio e, desta forma, fazer mágica, imortalizando este visual. Claro que a cartola (como a varinha e as mangas do paletó) tinha também a função de esconder alguns dos segredos e apetrechos utilizados pelo mágico em sua rotina.

magicoCena do excelente ‘The Wizard of Gore’, de 1970

A expressão “tirar um coelho da cartola” vem daí. Muitos mágico incorporaram em suas rotinas o número de um coelho que surgia de seu chapéu.

 — O Mister M é mais ~daora~, mas ele não usa cartola.

Se ficou na fúria para fazer o truque (quem não curte uma mágica, afinal?), vai precisar fuçar na ~interwebz~, porque não sabemos como fazer — e nem onde encontrar um coelho. Mas a cartola você pode fazer sozinho. Clique aqui.

>>> O CHAPÉU DO PILOTO DE AVIÃO
O chapéu (ou cap) do piloto de avião traz algumas surpresas. Sua origem pode ser considerada uma evolução dos primeiros chapéus que os pilotos usavam, que traziam juntos um tapa-ouvidos — já que as primeiras aeronaves eram muito mais ruidosas do que as de hoje. É aí que vem a curiosidade: diferente do que mostram os filmes e seriados de TV, dentro do cockpit o piloto de avião raramente (para não dizer nunca) usa o cap. Ele aparece, então, para compor a vestimenta elegante e tradicional do piloto aéreo.

aviadorLeonardo DiCaprio em ‘Prenda-me Se For Capaz’. Quem precisa de Oscar mesmo?

Quem zerou o uso do cap foi a cantora deusa, louca e feiticeira Rihanna, que deu uma festinha no seu avião e tirou uma foto que correu o mundo usando justamente o folclórico chapéu:

rihanna-777-burberry-sunglasses-tour-pilot-hat~caraca, muleke!~

Você jamais vai ficar tão massa quanto a Rihanna-em-uma-festa-no-seu-avião-particular, mas se quiser tentar, é possível encontrar esses chapéus pela internet afora. Se liga aqui.

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