Os melhores DJs do Brasil

Se para qualquer músico tocar no festival Coachella, nos Estados Unidos, e no Montreux Jazz Festival, na Suíça, é motivo de orgulho, imagine para um DJ que começou produzindo músicas no próprio quarto. Segundo lugar no nosso ranking, Gui Boratto tornou-se um dos poucos a alcançar essa façanha. E tem mais: é o único brasileiro a figurar na lista dos melhores DJs do mundo de 2009, da revista britânica DJ Mag. “Gui é quase uma unanimidade mundial. Não gosta do estilo? Tente ficar parado enquanto ele toca uma de suas envolventes produções”, desafia Gabriel Lucas, do blog Factóide!. Como produtor, Boratto remixou músicas para o Pet Shop Boys e o Moby. Tanto talento o levou à casa mais nobre do estilo minimal, o selo Kompakt. “O Gui tem uma biblioteca musical na cabeça. Ele faz o que poucos conseguem em eletrônico: emociona as pessoas com seu som”, diz Edo Van Duyn. Se você não conhece nada de Boratto, corra para o YouTube e procure por Beautiful Life.

Duas das melhores baladas eletrônicas de São Paulo, Vegas e D-Edge, fazem questão de ter festas com Márcio Vermelho. Por quê? “Ele tem bom gosto e uma técnica surpreendente. Quem não conhece está perdendo”, explica a jornalista Cláudia Assef, do nosso júri. DJ desde 2001, Márcio consolidou sua carreira nas grandes casas noturnas e, junto ao Magal, foi um dos primeiros a levar a disco music de volta às pistas. Hoje, o estilo é a nova tendência do eletrônico, superando a moda minimal (aquela que ficou famosa por ser mais suave e basicona).
“A disco tem energia, é rica e mutante, está aí há décadas e se encontra mais renovada e multifacetada do que nunca. Sem ela, os inúmeros estilos e vertentes que temos hoje não existiriam. Acho essa retomada atual um momento especial para as pistas de dança. Ela dá ao DJ muito mais abertura para agregar diversidade e passear por vários outros estilos. From disco to disco”, diz Márcio. Além de pesquisar muito som antigo, o terceiro colocado no ranking dedica boa parte de seu tempo a equipamentos. “Toco músicas com muitos vocais, batidas quebradas e baixos orgânicos. Durante as apresentações gosto de fuçar em tudo para obter o melhor de cada equipamento.”

myspace.com/guiboratto

myspace.com/djmarciovermelho

   

Se você estiver na pista de uma balada, e Zegon, na cabine do DJ, prepare-se. Em um segundo, você ouve hip hop e, no outro, o som transforma-se em rock pesado. O mais louco: você nem percebe a mudança. “Ele é talvez o mais versátil dos DJs, vai do rock à música negra sem se fazer notar”, explica o empresário (e nosso jurado) Facundo Guerra. Segundo Zegon, o segredo é treino. “Tem que ver as batidas, saber o momento certo para entrar. Às vezes, eu descubro que o tom de Beat It [Michael Jackson] é o mesmo de Seek and Destroy [Metallica] e emendo as duas.” O sucesso de Zegon não é de hoje. Antes ele era Zé Gonzales, DJ do grupo Planet Hemp. Agora a agenda está mais concorrida do que na época de Marcelo D2 e companhia. Só em 2009, Zegon tocou em quase 200 festas em todos os continentes. “Foi como dar cinco voltas ao redor do mundo”, diz. Uma das razões do sucesso mundial é o projeto N.A.S.A., em parceria com o americano Squeak E. Clean. Entre as baladas de 2009, esteve no Coachella Festival e, como poderíamos esquecer, na festa das 100+ da VIP.


Quem nunca ouviu falar em Marky? Após 20 anos de carreira, o DJ continua a aparecer nas listas dos melhores. Motivos não faltam. O cara simplesmente revolucionou o drum and bass e inseriu o Brasil no mapa do putz putz global. “Foi ele quem colocou os brasileiros na cena mundial, utilizando técnicas de mixagem sem precedentes”, diz o jurado Leo Sanchez, da Pacha. Marky começou em festas na Vila Matilde, na zona leste de São Paulo. Quem descobriu seu talento foi o holandês Edo Van Duyn. “Fui ao Lov.e ver sua apresentação e fiquei impressionado, como a maioria das pessoas do planeta”, lembra Edo. O holandês o levou para Londres e não demorou para fazer sucesso. Na carreira, ele já alcançou a 15ª posição nas paradas britânicas com o hit LK, teve músicas no game FIFA Street 2 e, no Skol Beats, ganhou uma tenda inteira para ele (a Marky & Friends). Ah, não pense que o estilo do DJ está decadente e sem futuro. “O drum and bass continua bem. A mídia não fala, mas mercado ainda tem”, diz Edo.
myspace.com/djzegon

É RESIDENTE DAS SEGUINTES FESTAS EM SÃO PAULO:
– On The Rocks (segundas na D-Edge)
– Chocolate (terças na Clash Club)
– Groovelicius (quintas no Lions Club)
– Merci Pour La Musique (sextas no Bar Secreto)

myspace.com/djmarkyinnerground

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