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“Eu não quebro na pressão”, diz Felipe Titto, novo embaixador da TAG Heuer

(Foto: Jean Cabral) (TAG Heuer/Divulgação)

Ator, apresentador, palhaço, circense, pai e empreendedor rumo ao 11º negócio próprio.

Aos 31 anos, Felipe Titto chega ao auge da carreira com mil e um rótulos. Mas um que não fica de fora, como ele mesmo diz, é o de pessoa determinada.

No ritmo do #DontCrackUnderPressure (ou “não quebre sob pressão”), o novo slogan da TAG Heuer, Felipe foi empossado como novo embaixador da marca. E contou à VIP como chegou lá.

 

Foto: Jean Cabral (TAG Heuer/Divulgação)

VIP: Você teve uma trajetória conturbada e cheia de dificuldades. Saiu de Cotia cedo e sem nada. Como você acha que essas dificuldades o ajudaram a administrar os negócios que você tem hoje?

Felipe Titto: Essa é a parte mais legal. A de poder olhar para trás e falar “deu certo”. Aliás, “que ainda vai dar certo”. Ainda não deu, eu quero mais. Mas isso para mim é a coisa mais satisfatória. Olhar e ver que a coisa está funcionando, está rolando. Eu trabalho há muito tempo em um ritmo absurdo. Não só artisticamente falando, mas com as empresa também. Eu nunca tive dúvida de que iria rolar. Só não sabia como nem quando.

 

VIP: E agora que você se diz um empreendedor, o que o fascina nesse ramo?

FT: Eu sempre falei que a linha de chegada não é tão interessante quanto à corrida. E no empreendedorismo é isso. Quando eu dou start em uma empresa e começo a estruturar, tanto a decoração do imóvel ou quando ainda não tenho um espaço físico, existe toda uma história por trás. E quando você vê pronto, funcionando e vê as pessoas consumindo seu produto é muito legal. Fazer aquilo girar e dar frutos é muito legal.

 

VIP: Bem antes da vida do business, você trabalhou em “Malhação” aos 16 anos. Atuar era um objetivo ou foi uma oportunidade agarrada?

FT: Eu sempre quis trabalhar com arte. Sou atleta de circo há 19 anos, como acrobata, malabarista, fazendo acrobacia de solo e me formei como palhaço também. Só não sabia em qual segmento eu ia entrar de fato. Aí a galera da dramaturgia entrou forte. Falou que eu tinha perfil e eu fui. Comecei fazendo comercial e, quando vi, estava fazendo novela. E agora eu tenho me encantado muito pelo entretenimento, também. Gosto de apresentar, tenho meus programas na MTV e a ideia é por um programa no canal aberto.

(Foto: Jean Cabral) (TAG Heuer/Divulgação)

VIP: Você tem um filho jovem, que tem mais ou menos sua idade na época de Malhação. Quais as dicas e valores você passa para ele?

FT: Eu tive ele com 16 para 17 anos. A dica que eu dou para ele hoje é que aproveite a oportunidade que eu não tive. Aliás, não tive um terço da oportunidade que ele tem. Ele tem tudo em casa, escola particular, tudo certinho. Mas ele é muito pé no chão, saca? Moleque é o oposto do que eu fui. Eu era hiperativo. Ele é muito low profile. Ele é cheio de valor, sabe a estrutura que tem. E eu não posso tomar esse mérito [de passar valores] sozinho. A mãe dele passou até mais. E eu tenho muito orgulho do homem que ele es virando.

 

VIP: Falando de estilo, desde aquela época da Malhação, muita coisa mudou. Tatuagens a mais, uma cabeleira a menos. Como foi montar essa sua nova imagem?

FT: Graças a Deus (risos). Cara, foi uma parada que não foi pensada. Quando a gente fala em “montar”, parece que a gente chegou e comprou na vitrine. Naquela época eu já tinha entre 15 e 20 tatuagens, só que elas eram pequenas e escondidas. E quando eu fui morar em Los Angeles, vi as pessoas tatuadas, com coisa no pescoço e ficava “cara, eu tenho poucas”. Precisava mostrar mais. Na parte física, na época eu já treinava muito com o circo, mas era vegetariano. E por isso não conseguia ganhar peso por conta da proteína. Tive até despigmentação da pele, falta de B12 e anemia, fiquei doente. Aí fui ganhando peso, acabei ficando mais forte…

 

VIP: Fora a parte estética, qual a relação que você tem com a tattoo? É um lifestyle?

FT: Eu tenho até meu business ali na Faria Lima, o Shibuya Tattoo Shop. E acho que o estilo em si não é nem secundário, é terciário. A tatuagem é uma parada muito artística, se você parar para ver. Óbvio que existem os pasteleiros que fazem qualquer coisa. Mas a maioria dos tatuadores são artistas de veia mesmo, que gostam de arte. E sua pele é a tela dele. Onde ele eterniza a obra dele. Nada mais justo do que respeitar o trabalho do cara.

 

VIP: E nesse monte de desenho aí, tem alguma que marcou ou que simboliza algo na sua vida?

FT: Tenho o nome do meu filho Théo nos meus dedos e outra que eu tenho embaixo do queixo, meio escondida pela barba, que acho muito importante, que é “controle o resultado”. Mas quando você vai fazendo as novas, as novas viram as mais legais (risos).

 

VIP: Quais peças você acha indispensáveis no seu visual?

FT: Não saio de casa sem colar e anel. Me sinto meio pelado sem essas coisas. Alguns eu tiro só para tomar banho. E relógio também, tanto que estamos aqui.

 

VIP: E qual a relação dos relógios com seu visual?

FT: Eu nunca imaginei que estaria sentado em frente ao presidente da TAG Heuer no Brasil. Vou contar que já usei duas réplicas porque não tinha dinheiro para pagar. Para você ver como de fato eu já gostava. E hoje eu estou assinando um contrato com a marca, o que é muito legal.

 

VIP: E como foi receber o convite de novo embaixador da TAG Heuer?

FT: Para mim foi um soco na cara. Eu nunca imaginei. Porque depois que eu comecei a ganhar uma grana, eu comprei relógios da TAG, antes mesmo de ter qualquer história com a marca. E aí quando vieram falar que pensaram em mim eu falei “pera, vocês tão falando sério?”. E eles falaram que acompanham meu lifestyle e viram que tinha a ver.

 

VIP: E você acha que #DontCrackUnderPressure combina com você?

FT: Pô, eu estou quase tatuando a frase (risos). Não tem como não ornar, para mim faz total sentido. Eu não quebro, não trinco na pressão, não.

(Foto: Jean Cabral) (TAG Heuer/Divulgação)

VIP: Gosta de velocidade, curte carros e motos também?

FT: Muito. Essa era uma das minhas frustrações de moleque. A de querer ter os que eu não poderia ter. Eu falava para mim mesmo “vou ter” e hoje tenho alguns carros e algumas motos. Eu tenho alguns antigos, também. Uns que eu nunca imaginaria poder dirigir, quanto mais ter. Eu ainda me deslumbro muito quando chego em casa e olho para a garagem.

 

VIP: E já cometeu alguma loucura financeira por causa disso ou por outro motivo?

FT: Loucura, não. Todas as minhas loucuras são conscientes. Eu tenho pé no chão. Mas a gente merece também. Já comprei uns carros antigos por um preço um pouco mais salgado. O pessoal fica “o que é isso, vai pagar isso em um carro dos anos 60”. Bom, o preço quem dá é o dono.

 

VIP: E o que ainda falta conquistar?

FT: Eu quero aposentar cedo. Então, a gente trabalha para caramba. E quero ter mais filhos. Quero para ter mais ou menos um três, quatro filhos.

 

VIP: Já que você ainda não parou, estar solteiro ajuda nessa sua fase de administrar as coisas?

FT: (risos). Cara, ajuda, até porque se dedicar 50% para uma mulher vai ser um problema, então ou você vai 100% ou não vai. Ir pela metade eu não consigo. E não é o momento, com um milhão de coisas acontecendo.

 

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