“Eu queria ser presidente da República”, diz Felipe Bronze

Capa da edição de abril, o chef com 10 mil horas de TV estreia novo programa, tem o restaurante mais promissor da América Latina e planeja nova casa em SP

ensaio Felipe Bronze VIP

 (Miro/Revista VIP)

Bombeiro, advogado, médico, veterinário… Quando criança, o que sonhava em fazer quando crescesse?

“Eu queria ser presidente da República. Aos 15 anos, sabia todos os nomes dos ministros, acompanhava a economia, lia os jornais”, diz Felipe Bronze, o então hoje chef carioca que, além de somar o trabalho de restaurateur ao currículo, ainda é atualmente o apresentador de televisão com mais programas no ar.

A cozinha naquele tempo era apenas uma satisfação pantagruélica – um apetite que ainda conserva.

“Não tenho saudade da infância. Na verdade, sempre me senti um pouco deslocado”, revela ele que, agora, parece confortável com o assédio do público.

Neste mês, Bronze estará na TV à frente de quatro atrações: os realities culinários Que Seja Doce e The Taste Brasil; o programa Perto do Fogo, em que prepara receitas na brasa; e a grande estreia, Jogada de Chef, no qual ele cozinha na casa de seis jogares da seleção pré-convocados para a Copa da Rússia.

Bronze visitou as casas do goleiro Alisson, do atacante Firmino, do meia Philippe Coutinho, do lateral direito Daniel Alves, do zagueiro Marquinhos e do volante Fernandinho (que teve a visita de Gabriel Jesus, Danilo e Ederson).

“Em cada episódio, o Felipe cozinhou receitas que remetessem à memória afetiva desses jogadores. O Alisson, por exemplo, chora de saudade do bife à milanesa”, conta Luís Nachbin, diretor do programa, que tinha a primeira estreia prevista para o dia 26 de março no canal GNT e deve ter uma nova temporada após o Mundial.

A novidade é que Jogada de Chef também será apresentado pelo SportTV e pela TV Globo, como um quadro do Esporte Espetacular.

“Escolher o Felipe foi fácil: além de ser desenvolto diante das câmeras, entrevista bem, entende e gosta do esporte”, elogia Nachbin.

“Apesar de ir sempre com um roteiro de perguntas para o set de gravação, Felipe tem grande capacidade de improviso e zero rompante de estrelismo. Ele leva o trabalho até o último segundo com alto-astral.”

Tudo no seu tempo

ensaio Felipe Bronze VIP

 (Miro/Revista VIP)

A projeção nacional aconteceu com o quadro do dominical da TV Globo. A estreia de O Mago da Cozinha foi em julho de 2012.

Nele, Felipe transformava pratos da culinária brasileira em experiência científica. “O Fantástico queria falar sobre culinária, mas não sabia como. Ele trouxe a ideia, que tinha sintonia com o programa, e foi um sucesso com duas temporadas. Além da surpresa no prato, o carisma e paixão do Felipe pela gastronomia foram determinantes”, diz Zeca Camargo, o então apresentador.

Nascia ali a paixão pela TV.

Em 2015, logo após ter recebido uma estrela Michelin, Bronze quis terminar a parceria com antigos donos do Oro. “Aquele modelo não fazia mais sentido para mim. Saí sem nada garantido. Fiz apenas um acordo: abri mão da verba rescisória trabalhista em troca dos nomes dos restaurantes”, lembra Felipe.

A partir daquele momento, ele corria contra o tempo para decidir o que fazer.

Aquele ano foi o ponto de virada na carreira dele. Principalmente com o convite para apresentar o Que Seja Doce.

“Queria alguém no papel de apresentador, mas que dialogasse com os participantes. Com o Fantástico, deu para entender o carisma, desenvoltura e fotogenia. Mas a apresentação implica outros atributos: dominar o texto e a dinâmica de gravação, maximizar as emoções com uma métrica própria… De pronto, percebi que ele tinha facilidade”, diz Roberto d’Avila, diretor do programa e do The Taste Brasil.

Outro atributo do chef é o repertório. “Como são muitos episódios – no Que Seja Doce estamos no 168º –, é importante ter vocabulário para não usar sempre as mesmas expressões. Senão o diálogo fica raso. Ele virou um talento na televisão.”

Enquanto se provava comunicador, Bronze ainda não tinha encontrado o que queria como chef. E, passando por uma esquina do Leblon onde funcionava uma loja de sucos, vislumbrou o novo Oro, agora como sócio majoritário.

A concretização foi em abril de 2016 – o Pipo, sete meses depois. “O investimento do Oro voltou rapidamente, mais por ter sido feito de forma pontual e conservadora. Eu sou assim, aprendi na prática”, conta Bronze.

Em paralelo, ele ainda é contratado para eventos e lançamentos de marcas, como Volkswagen, Deca, Bradesco e Café Orfeu.

“Não tenho nenhuma associada permanentemente. Para ‘casar’, seria necessário conhecer bem, namorar, nos apaixonarmos… Ainda não aconteceu.”

ensaio Felipe Bronze VIP

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No Oro, a brasa é protagonista no preparo dos pratos. Destaque para a ostra com raspadinha de caipirinha e torresmo e para a carne de porco com purê de maçã carbonizada.

Decoração e design se fazem presentes: há peças de Zanini de Zanine, Irmãos Campana e Maneco Quinderé, assim como uma tela de Laercio Redondo.

Por ora, o restaurante de alta gastronomia tem nova estrela Michelin e foi eleito o restaurante mais promissor da América Latina pela revista britânica Restaurant com o prêmio One To Watch.

O Pipo terá uma unidade em São Paulo, no Museu da Imagem e do Som (MIS), no segundo semestre.

Felipe segue como chef e apresentador de quatro atrações na TV, mas pensando em como romper a próxima fronteira.

Veja o perfil completo de Felipe Bronze na edição de abril da Revista VIP.

Capa Felipe Bronze VIP

 (Miro/Revista VIP)

 

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Fotos | Miro
Estilo | Gabi Comis
Produção | Ana Morbach
Grooming | Mauro Marcos
Tratamento de Imagem | Fujocka Creative Images