Além da idade, quais razões explicam por que a ressaca piora a cada dia

De acordo com a ciência do porre, envelhecer nem sempre significa ganhar mais experiência. Veja cinco motivos para você maneirar daqui para frente

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 (Mix365/Reprodução)

Você toma todas no casamento, acordar mal, com dores no corpo, com flashes de uma ressaca moral e pensa “na época da faculdade isso não era assim”.

Ou mesmo fala “ano passado eu era mais forte”.

Pois é: a ciência não está a seu favor quando se trata de beber demais ao longo do tempo. Nem seu corpo.

Seja dos 20 aos 30 ou dos 30 ao 40, sua saúde e metabolismo mudam, fazendo com que os porres sejam cada vez mais sentidos.

Veja algumas razões que mostram o efeito da noitada no longo prazo.

 

1. Fígado sem trégua

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 (Redes Sociais/Reprodução)

Uma das principais razões é a incapacidade do fígado de armazenar tantos (ou os mesmos) minerais, antioxidantes e aminoácidos para quebrar o álcool que você despeja sem dó em si mesmo.

“O fígado é o motor de desintoxicação do corpo; processa e filtra toxinas como o álcool da corrente sanguínea ”, conta o médico Fred Pescatore.

“À medida que envelhecemos, esse processo não é tão eficiente, e leva mais tempo para quebrar o álcool, que resulta em sintomas mais graves, como fadiga, dores de cabeça, náuseas e tontura.”

Qual a saída, então?

Tomar um suplemento natural para apoiar a saúde do fígado, vendidos em farmácia (e que vai render alguns olhares de julgamento).

Além disso, os conselhos de sempre: água, comida antes da farra e, claro, sem exageros na medida do possível.

 

2. Remédios da vida

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Não é porque seu avô tem décadas a mais do que você, que a ciência vai evoluir a ponto de livrar você de alguns medicamentos para a velhice.

Sejam vitaminas ou comprimidos para a pressão, é certo que seu cardápio de fármacos vai aumentar. E eles podem interagir com a bebida.

Rebecca Lee, enfermeira e fundadora da Remedies For Mem, empresa de medicamentos naturais, explica que [com essas pílulas] o processo metabólico se altera.

“Isso muda a forma com que seu corpo recebe o álcool, enaltecendo os efeitos da ressaca”, conta.

 

3. Quilinhos a mais

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Ao envelhecer, você provavelmente ganha mais peso (a não ser que você seja da trupe de Stallones e Schwarzeneggers). 

Com as mudanças no corpo, vêm também as relativas à tolerância alcoólica.

“Músculos ajudam a processas o álcool, enquanto a gordura tende a armazená-lo, aumentando a concentração dele no sangue”, conta o farmacêutico John Mansour, criador de uma bebida que “dribla” a dor de cabeça pós-cachaça.

Isso também significa que maior percentual de gordura leva a um risco maior de desidratação, também contribuindo para aquela sensação horrível na manhã seguinte ao Happy Hour.

Mansour dá a dica: mesmo em meios a chopes e drinques, tente dar uns goles em água mineral, só para não enfiar o pé na jaca de vez.

 

4. Estresse inimigo

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Nem precisamos dizer que nervos destemperados fazem parte da rotina adulta.

Já que não há como pulverizar as dores de cabeça (ou pelo menos não sempre), saiba que ficar nesse estado causar ainda mais dores no dia seguinte à cervejada de sexta-feira.

Mansour alerta que ressacas mais violentas estão relacionadas a nosso nível de surto.

Como na juventude os problemas são menores, você tende a “se proteger” mais dos reflexos negativos da bebedeira.

 

5. Falta de hábito

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 (Redes Sociais/Reprodução)

Beber moderadamente é ok, mas não há quem recomende a vida de bares e botecos para melhorar a saúde.

Mas é um fato: conforme envelhecemos, tequilas diminuem.

E com isso, nosso corpo vai se acostumando com um ritmo mais desacelerado na nobre arte de virar shots.

Como as noites regadas a álcool se tornam cada vez mais raras, o metabolismo entende que pode baixar a guarda.

É aí que entra aquela despedida de solteiro do melhor amigo, que fará você nunca mais se esquecer – não pelas melhores razões.

Em vez de levar esse conselho para o lado errado (“vou beber mais vezes”), opte por ser mais consciente a cada saída.

 

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