Fumantes ganham menos e tem menos chances de encontrar emprego

Estudo ainda revelou que os pitadores ganham, por ano, R$ 26 mil a menos do que os não-fumantes

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Crédito: Reprodução (Pixabay/Reprodução)

Aos viciados em nicotina, mais uma péssima notícia: um estudo da Universidade de Stanford revelou que fumantes ganham menos e tem mais dificuldade de encontrar empregos do que não-fumantes.

A pesquisa acompanhou, durante um ano, 251 desempregados em San Francisco. Pouco mais da metade dos pesquisados eram fumantes.

Vale destacar, também, que o estudo foi um dos primeiros que colocou o vício em cigarro como causa, e não consequência do desemprego.

Após um ano de pesquisa, 56% dos não-fumantes encontraram empregos. No mesmo período, apenas 27% dos fumantes encontraram lugar no mercado de trabalho — ganhando R$ 16 por hora a menos.

O gap salarial representa R$ 26 mil a menos por ano na conta de fumantes.

A pesquisa ainda fez outro levantamento e colocou na balança fatores como gênero, história criminal, estabilidade residencial e uso de álcool e drogas e, mesmo assim, o resultado pouco se alterou: não fumantes tem 24% mais chances de encontrar empregos.

Segundo a chefe da pesquisa, Judith Prochaska, o tabaco é muitas vezes associado a mais gastos com plano de saúde, tempo improdutivo e abstinência.

“Um funcionário fumante custa, em média, US$ 5 816 [cerca de R$ 18 830] a mais para empregadores privados,” afirmou a pesquisadora que revelou, também, que fumantes colocam o hábito acima de higiene pessoal e transporte.