Projeto verão? Saiba também como cuidar do shape e da saúde no inverno

Por que se cuidar apenas para o verão? Saiba o que fazer, da alimentação aos exercícios, para não ganhar peso agora que as temperaturas começam a baixar

projeto-inverno corrida

 (Reprodução/Getty Images)

Ao menor sinal do fim do outono, os ursos-negros encaram uma dura mudança de metabolismo.

Na fase da hiperfagia, consomem uma quantidade além do normal de comida e água. Depois do estoque, entram progressivamente em marcha lenta até, em uma toca quente, enfrentarem o longo frio em sono profundo.

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Por sorte, o homem ainda não precisa dormir por meses só para se esquivar da escassez de alimentos – motivo que leva muitos mamíferos à sonolência extrema.

Mas, para azar da boa saúde, há uma capacidade quase inerente ao ser humano que altera a rotina, principalmente quando o termômetro vê as temperaturas caindo: a preguiça.

Impulsionada pelas baixas temperaturas, a indisposição voluntária é a verdadeira inimiga da boa forma.

E chega a seu momento mais arrasador quando, como os ursos, baixamos o ritmo dos movimentos – embora não das garfadas.

Para driblar os fatores que jogam contra e dar start no #projetoinverno, é preciso entender o que há por trás do divórcio entre a vida fitness e as baixas temperaturas.

Mais do que evitar quilos a mais, aderir à cultura saudável serve como prevenção.

Dessa forma, você nem vai precisar de um projeto verão.

 

Atividade física

Academia

 (Pixabay/Reprodução)

Não tem segredo: um dos dois heróis que salvam sua temporada gélida é a boa e velha saga da vida esportiva.

Queimar gorduras e ofegar em meio a repetições, corridas ou duelos no ringue não deve ser um hábito riscado da lista, principalmente quando o corpo esfria.

Guilherme Leme, professor de educação física e especialista da Bio Ritmo, afirma que o fator motivacional é o maior vilão em épocas de graus a menos no termômetro.

A baixa frequência, segundo ele, pode diminuir a participação do público em até 30% nas academias. “

Basicamente, as pessoas sentem mais preguiça, diminuem ritmo ou passam a frequentar a academia menos vezes. Sair de casa cedo ou voltar muito tarde, no frio, acaba não ajudando”, diz.

“Atividades ao ar livre também não ajudam. Nesse caso, a baixa temperatura prejudica a mobilidade. Mas nada que um bom aquecimento não resolva.”

De acordo com o especialista, uma pessoa classificada como sedentária precisa de ao menos seis meses para largar a condição.

Segundo Guilherme, só uma rotina contínua de atividade muda o quadro.

O intervalo de uma estação inteira, cerca de metade do tempo necessário para uma vida nova, só adia a recuperação.

“Se ela começa o treino contra o sedentarismo no verão e para em maio, tecnicamente não deixou a condição e segue não sendo ativa. É um regresso de 80%.”

 

Alimentação

comida

 (Pixabay/Reprodução)

Durante os meses de graus mais baixos, nosso organismo desempenha muito mais funções para produzir o calor necessário e suprir as demandas calóricas do corpo.

Na busca por fontes de energia, nosso cérebro nos leva a uma fome maior do que a normal.

É o que explica a nutricionista Alessandra Consentino, de São Paulo.

Segundo ela, além da escolha dos ingredientes, os cuidados nessa época do ano passam pela preparação dos pratos. Dos laticínios aos farináceos, os alimentos que nos fazem delirar no frio são uma verdadeira ameaça às dietas.

A sugestão é conciliar a tentação com as versões saudáveis das coldelicious. Como costumamos não consumir muita salada no frio, aposte nos refogados.

E incluir fibras no cardápio, como arroz integral, quinoa ou sementes de chia e linhaça salpicadas sobre a comida ajudam na sensação de saciedade.

Alessandra dá dicas com queridinhos do inverno:

Sopas

Sopa

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Por serem quentes, dão uma sensação aconchegante.

No entanto, algumas receitas “não são as melhores opções”, diz Alessandra.

Não exagere nas que têm creme de leite, macarrão ou queijos gordurosos.

Prefira as com legumes e tubérculos (batata, cenoura e mandioca), verduras (talos, agrião, espinafre, couve), carnes magras (peito de frango, filé-mignon) ou proteínas vegetais (grão-de-bico, feijão, lentilha, ervilha).

 

Vinhos, queijos e fondues

Fondue

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Ah, o amor.

No caso, amor por comer bem.

Seja você um romântico que vai se deliciar em um chalé em Gramado ou apenas um fã das iguarias tentadoras, a dica é conter-se, pelo menos à mesa.

Não existe muito mistério: basta não exagerar nos queijos mais gordurosos – como gorgonzola e os de cor amarela –, nos fondues doces e no vinho.

Para homens, o “limite” da bebida são duas taças por dia.

 

Jogo dos 9 erros (nos exercícios)

Exercício

 (Flickr/Reprodução)

Como se costuma fazer

Treinos: longos de 1h-1h30

Aquecimento: Tempo médio: de 3-5 minutos

Pré-treino: Treinar de barriga vazia ou com ela muito cheia

 

Como deveria ser 

Treinos: Treinos curtos de no máximo 30 minutos como

Aquecimento: Tempo médio de 8-10 minutos

Pré-treino: Carboidratos de baixo índice glicêmico meia hora antes.

 

Pilates vai bem no frio

pilates

Para a professora Fernanda Eleuterio, pós-graduada em treinamento personalizado da Stott Pilates, a prática é ótima para o inverno porque tem desempenho contínuo, gerando movimentos direcionados e sem interrupções – e com foco em prevenir lesões, já que o frio facilita os danos.

“A construção da aula faz com que os músculos sejam preparados gradativamente para um aquecimento adequado”, afirma.

“O pilates traz muitos benefícios ao corpo humano. Começa no alongamento, já que os homens tendem a ser mais encurtados do que as mulheres.

Há também mais controle da força, já que a característica explosiva masculina requer um controle absoluto que, pelo método, gera o movimento sincronizado com a respiração”, conta.

A respiração e concentração mostram também ganhos ao longo do tempo inclusive no inverno.

O básico de uma aula deve envolver exercícios para o centro do corpo (core) e extremidades.

Para começar, basta respeitar os limites do próprio corpo – e, claro, dar continuidade.

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