Sentir-se sozinho é prejudicial para a saúde

A solidão pode trazer mais riscos do que a obesidade, diz estudo

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 (Annapurna Pictures/Reprodução)

Tom Jobim já dizia que é impossível ser feliz sozinho. Você pode não concordar com o verso, mas um estudo americano valida o que o artista cantava.

Pesquisadores da American Psychological Association observaram 218 estudos para entender os efeitos que o isolamento social e a solidão causam na saúde.

Eles descobriram que pessoas que se sentem sozinhas tem risco 50% maior de morrerem antes dos 70 anos, comparados àqueles com uma vida social agitada.

No mesmo comparativo, a obesidade aumenta a chance de morte prematura em cerca de 30% dos solitários.

O problema também é relacionado com a piora dos sintomas da gripe e a baixa imunidade.

A professora de psicologia da Universidade Brigham Young e responsável pelo estudo, Julianne Holt-Lunstad, afirma que estar socialmente conectado à outras pessoas é uma necessidade primordial para o bem-estar do indivíduo.

No entanto, cada vez mais pessoas estão solitárias e o problema tornou-se pauta de saúde pública. Nos Estados Unidos, metade da população com mais de 85 anos vive sozinha.

De acordo com a Campaign to End Loneliness (ou Campanha para o Fim da Solidão, em tradução livre), do Reino Unido, a epidemia solitária custa 20 milhões de libras por ano com tratamentos de saúde para os britânicos.

Para os pesquisadores está claro: é preciso que o problema seja contemplado por todos e que iniciativas sejam criadas para ajudar as pessoas a se sentirem menos desamparadas.