AIDS: sim, esse assunto é com você!

Adoença não tem cura, ainda é estigmatizada e mata! Aqui, algumas coisas que você deve saber

Segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (2012), desde o começo da epidemia o Brasil tem 656 701 casos registrados de aids. A faixa etária de maior incidência é de 29 a 43 anos. Há mais casos de homens, com exceção da faixa entre 13 e 19 anos, na qual o índice de contaminação entre as meninas cresceu muito e superou o dos meninos. E a maior transmissão do vírus é a via sexual. Por isso, querido, mesmo que a vida do soropositivo tenha melhor qualidade e seja atualmente mais prolongada, atenção, porque a doença não tem cura, ainda é estigmatizada e mata! Aqui, algumas coisas que você deve saber:

1. Sexo heterossexual é o maior vilão

Foto de Brook Mitchell/Getty Images Foto de Brook Mitchell/Getty Images

Foto de Brook Mitchell/Getty Images (Foto de Brook Mitchell/Getty Images/)

Engana-se quem ainda acha que o vírus HIV é transmitido só pelo sexo anal, principalmente nas relações homoafetivas. Alguns dados apontam o contrário: entre os homens, 43,5% dos casos se deram por relações heterossexuais; 24,5% por relações homossexuais; e 7,7% por bissexuais. Em qualquer relação sexual sem prevenção, mesmo com aquela moça que parece saudável, é possível a transmissão do vírus.

2. Não dá para “relaxar e gozar”

Foto de Fox Photos/Getty Images Foto de Fox Photos/Getty Images

Foto de Fox Photos/Getty Images (Foto de Fox Photos/Getty Images/)

Nem no sexo oral. Embora a absorção pela boca seja pequena, é só ter um corte ou machucado para que a mucosa exposta entre em contato com secreções contaminadas. E veja: um sexo furioso e ardente pode muito bem provocar pequenas fissuras, assim como uma vagina pouco lubrificada. O jeito é usar preservativo sempre, sempre, inclusive para o sexo oral na mulher (abra uma camisinha masculina ou feminina, colocando o látex em cima dos genitais dela). Eu sei, seu sei… mas é melhor chupar a bala com papel do que não chupar!

3. Fidelidade pode ser utopia

Foto de Damea Dorsey/Striker Media/Getty Images Foto de Damea Dorsey/Striker Media/Getty Images

Foto de Damea Dorsey/Striker Media/Getty Images (Foto de Damea Dorsey/Striker Media/Getty Images/)

Tome por base o seu desejo por variação sexual e reflita: é possível colocar a mão no fogo por alguém? Não. Então o jeito é conversar sobre o assunto caso você tenha uma relação estável e ambos queiram arriscar o sexo in natura. Meu conselho: fazer todos os exames que detectam DSTs e, depois de um aval médico, conversar sobre como cada um está com a saúde nas mãos do outro. Por isso, considerem que, se houver sexo fora da relação, que seja obrigatoriamente com preservativo!

4. Uma visita à sex shop ajuda

Foto de Carl Court/Getty Images Foto de Carl Court/Getty Images

Foto de Carl Court/Getty Images (Foto de Carl Court/Getty Images/)

O mercado erótico está cada vez mais desenvolvendo produtos para a nossa diversão, como preservativos que esquentam, esfriam, iluminam, têm sabor, são maiores, menores, mais finos. Tem um que parece um cartão de crédito, com três preservativos com duas abas cada um, que ajudam a vestir o ditocujo sem contato com as mãos (e ainda é antialérgico!). Viu só como a relação sexual com camisinha não precisa ser burocrática e pode até render sensações extras?