O perigo renovado da AIDS – e as novas formas de prevenção

Homens jovens são as novas vítimas da Aids. Você não quer fazer parte dessa tendência, certo? Dá uma lida aqui e cuide-se sem neuras

Camisinhas Para se prevenir, não tem jeito: ou não faça sexo ou faça com camisinha

Para se prevenir, não tem jeito: ou não faça sexo ou faça com camisinha (Luciano Munhoz/VIP)

A AIDS volta a apitar forte no radar. Não só porque 1º de dezembro é o dia mundial de luta contra a doença, mas também porque o ator Charlie Sheen revelou recentemente que é portador do vírus HIV.

Embora o anúncio tenha chocado os fãs, o ator é um ponto fora da curva: no mundo os casos de infecção caíram 35% e as mortes diminuíram 41% nos últimos 15 anos.

Aqui no país, no entanto, não há motivos para comemorar. O número de pessoas contaminadas variou entre 31 mil e 57 mil em 2014, especialmente entre homens de 15 a 24 anos. Houve um aumento de mais de 40% de casos nessa faixa etária, segundo Rachel Muarrek, médica infectologista do Hospital São Luiz Morumbi, na capital paulista.

O motivo para essa estatística, explica a especialista, é o comportamento sexual do brasileiro. “Alguns agem por impulso, confiam no novo par ou mantêm um relacionamento extra sem usar preservativo e contaminam o parceiro”, afirma.

Há estratégias para tentar melhorar a situação. Vivian Avelino Silva, infectologista e doutora em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), alerta que todos os brasileiros podem receber tratamento disponível na rede pública.

Um deles é a PEP (profilaxia pós-exposição), indicada em caso de violência sexual, de profissionais que se acidentaram com agulhas e outros objetos cortantes e por contato sexual sem proteção. “A PEP age bloqueando o estabelecimento definitivo do HIV no organismo e reduz a transmissão em cerca de dois terços dos casos”, explica Vivian.

O tratamento dura 28 dias e seu uso deve ocorrer o mais rápido possível após a exposição de risco – no máximo 72 horas depois do contato. Além de disponibilizar a PEP, a rede pública distribui medicamentos gratuitos.

De acordo com Rachel Muarrek, há hoje duas dezenas de remédios divididos em cinco classes diferentes, o que possibilita o tratamento de acordo com a necessidade do paciente.

Usar preservativo continua sendo a melhor forma de prevenir o risco de contaminação do HIV e de outras DSTs. “Manter parceiro fixo, realizar testes sorológicos (disponíveis na rede pública, com resultado em até 30 minutos) com frequência e acompanhamento médico voltado para orientação são as melhores formas de prevenir a aids”, ressalta Rachel.